Duelo caseiro no Mundial de Futsal
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sábado, 11 de outubro de 2008
Agência Estado 
Rio - A seleção brasileira tem 14 jogadores nascidos aqui. A italiana - que foi apelidada de Brasil B e Brazzurri - também. Pela primeira vez no Mundial de Futsal, as duas equipes se enfrentam, hoje, às 10h30, no Maracanãzinho. A vitória praticamente assegura a classificação para a semifinal. E dá ao ganhador, ao menos por enquanto, o rótulo de equipe A dos brasileiros. Ontem, na estréia da segunda fase, o Brasil venceu o Irã, por 1 a 0.
Esse será também o primeiro grande teste do Brasil na competição. Até aqui, a equipe treinada por Paulo César de Oliveira, o PC, acumulou vitórias por goleada e não encontrou adversários à altura. Agora, terá pela frente os atuais vice-campeões do mundo e da Europa, que perderam as duas decisões para a Espanha. O jogo vai ser decidido no detalhe, acredita Marquinho, do Brasil. A gente tem de
encarar assim e saber que vai ser difícil.
Apesar de representarem a Itália, os brasileiros têm jeito muito próprio de atuar: sempre buscam mais o ataque do que se preocupam com a defesa. Neste domingo, o estilo ofensivo há de imperar nos dois lados da quadra. Será um jogo atípico, analisa Marquinho. É a mesma escola. Os brasileiros estão jogando na Itália, mas foram todos criados aqui e são jogadores tecnicamente muito bons.
Apoio da torcida
Quem tem a tarefa de dosar o estilo ofensivo dos brasileiros naturalizados italianos é o técnico Alessandro Nuccorini. Este tem sido o meu maior desafio, acredita o treinador, que se identifica com o futebol nacional. Num amistoso em abril, contra a Croácia, chegou até a utilizar a camisa verde-e-amarela por baixo do uniforme da Itália. É para mostrar aos meus jogadores que estou do lado deles, diz. Além do mais sou um apaixonado pelo Brasil, pelas pessoas daqui.
Os torcedores brasileiros vêm apoiando a Itália, que jogou a primeira fase no Rio. A gente se sente praticamente na Itália com o apoio que recebe aqui, afirma o comandante. Faremos de tudo para satisfazer o público e trazê-los para o nosso lado ao menos nos jogos contra a Ucrânia e o Irã.
Boas atuações também podem fazer os torcedores esquecerem as polêmicas em que esteve envolvida a Itália neste Mundial. Primeiro, trouxe para o Brasil uma seleção formada apenas por brasileiros naturalizados. Depois, foi acusada de entregar o jogo para o Paraguai (derrota por 4 a 2) com o objetivo de enfrentar a equipe verde-e-amarela em uma fase em que o confronto direto não terá tanto peso quanto em uma semifinal. De alguma maneira, muita
polêmica traz algo positivo: fortalece o grupo, argumenta Nuccorini.


