Frankfurt - A bela disputa pela vitória entre Fernando Alonso e Michael Schumacher no GP de San Marino, domingo, em Ímola, ainda gera comentários, elogios e até algumas comparações no mundo da Fórmula 1. Mesmo porque, ficou provado que a emoção está de volta à categoria.
O italiano Flavio Briatore, que é diretor-geral da Renault, foi um dos que vibrou com o que viu em Ímola. ''Foi um duelo de supercampeões, como na época de Senna e Prost. O resultado é maravilhoso, não só para Alonso e nós, mas para o esporte'', avaliou.
Para o diretor de engenharia da Renault, Pat Symonds, ex-engenheiro-chefe de Schumacher na Benetton, não há dúvida: ''Alonso pilotou como um campeão do mundo. Foi fantástico ver dois pilotos da competência de Alonso e Schumacher lutarem pelo primeiro lugar até a última curva.''
Ainda que os tempos sejam outros e cada piloto tenha suas características, Symonds vê várias semelhanças entre a trajetória do menino que ele viu crescer na Benetton e agora o espanhol de 23 anos. ''Ambos têm a mesma determinação pela vitória, dedicam a mesma atenção para cada detalhe na preparação da corrida que lhes permita ser mais veloz.''
Na corrida de domingo, Schumacher tentou de todas as formas ultrapassar Alonso para vencer pela primeira vez na temporada. Mas não conseguiu. Terminou em segundo lugar e viu o líder o campeonato ficar mais uma vez no alto do pódio foi a quarta vez que o piloto da Renault ganhou uma prova, a terceira só em 2005. Com isso, Alonso soma 36 pontos, dos 40 possíveis até agora este ano, e Schumacher está com 10.
O diretor-técnico da Ferrari, Ross Brawn, que acompanha a carreira do alemão desde o início, comentou: ''Alonso é, provavelmente, o maior adversário que Michael enfrentou.'' Falou mais: ''Será o concorrente mais difícil de superarmos este ano. Mas se formos superados (nunca havia admitido essa possibilidade até agora), penso que Michael irá desejar colocar as coisas no devido lugar em 2006.''
Brown destacou o fato de o alemão, aos 36 anos, demonstrar a mesma gana e eficiência de quando era bem mais jovem. ''Qualquer outro piloto já demonstraria queda de rendimento. Michael continua apaixonado pelo que faz.''
Confusão - A direção da equipe BAR distribuiu nota, ontem, estranhando a iniciativa da FIA de recorrer contra a decisão dos comissários desportivos da prova de Ímola. Jenson Button, piloto do time, terminou em terceiro lugar. Os comissários desconfiaram de que o carro estava abaixo dos 600 quilos mínimos exigidos durante a prova. E que no último pit stop teria colocado um pouco mais de gasolina do usual para atingir o peso mínimo durante a verificação técnica, em seguida à bandeirada.
Os comissários aceitaram as explicações da direção da BAR, que procurou provar inocência, e não desclassificaram Button. Mas ontem a FIA recorreu da decisão. O apelo será julgado dia 4 de maio em Paris.

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