Duelo Alonso-Raikkonen chega à Hungria
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sábado, 30 de julho de 2005
France Presse 
Budapeste - O duelo entre o líder do Mundial de Fórmula 1, o espanhol Fernando Alonso (Renault), e o segundo colocado, o finlandês Kimi Raikkonen (McLaren-Mercedes), terá um novo capítulo hoje no autódromo de Hungaroring, na Hungria, na última prova de uma maratona de oito corridas em onze fins de semana. A largada está prevista para às 9 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo da Rede Globo.
Em Budapeste, onde se realizará a décima terceira das 19 provas do Campeonato Mundial, os pilotos se enfrentarão pela quarta vez no mês de julho, algo que não lhes desagrada, já que todos, sem exceção, preferem as corridas que os treinos.
Alonso, ao volante de um R25 eficaz e confiável, é agora o grande vencedor desta maratona, aproveitando-se dos problemas que têm afetado o desempenho do finlandês, McLaren-Mercedes, seu mais perigoso rival.
O espanhol chega a esta prova com uma confortável vantagem de 36 pontos (87 a 51) sobre Raikkonen. Para ser campeão, o ''Ice Man'' deve conseguir mais de cinco pontos de vantagem sobre o piloto da Renault nas sete próximas corridas.
Após os GP da Hungria, os pilotos terão alguns dias de férias, já que a próxima prova será disputada em três semanas. Alonso quer sair para estas férias com um novo sucesso, enquanto que Raikkonen quer sair com uma nota de otimismo.
Pouco propicio às corridas emocionantes, o tortuoso Hungaroring permanecerá para sempre no coração de Alonso, pois foi nele que ganhou sua primeira corrida na 2003, tornando-se o mais jovem vencedor de um grande prêmio na história da Fórmula 1.
''Tenho lembranças excepcionais'', afirma o espanhol, que garante ''adorar este circuito lento''. Hungaroring é o segundo circuito mais lento do calendário, depois de Mônaco. Michael Schumacher (Ferrari) ganhou em 2004 com uma velocidade média de 193 km/h.
''Tenho um carinho especial por Hungaroring'', acrescenta Alonso, advertindo a quem pensava que ele ia chegar com menos ambições a Budapeste.
Raikkonen, por sua parte, não quer dar o braço a torcer. ''Gosto deste GP porque muitos finlandeses vêm vê-lo. É um pouco como correr em casa e espero poder oferecer aos torcedores um bom motivo para festejar'', prometeu o piloto escandinavo. ''Em Hungaroring, como em Mônaco, não há nenhuma possibilidade real de ultrapassar''.
Mesmo faltando sete etapas para o final da temporada, Raikkonen reconhece que está distante do título. ''Não acredito mais no título... já perdi'', lamentou o finlandês.
As previsões meteorológicas prevêem a possibilidade de chuvas no horário da corrida, o que poderia ser bom para Michael Schumacher (Ferrari) que, apesar de tudo, não espera por um milagre. ''Não houve muitos dias entre Hockenheim e Budapeste, por isso não me parece realista esperar por grandes progressos'', lamentou Schumacher.


