Moscou - O Mundial de Atletismo, em Moscou, chega nesta sexta-feira ao seu sétimo dia de competições. Até esta quinta foram disputadas 26 finais e distribuídas 78 medalhas para 34 países. Nenhuma delas foi colocada sobre o peito de um atleta brasileiro. A principal esperança de que o Brasil saia do zero no quadro de medalhas entra na pista do estádio Luzhniki às 12h30 (de Brasília). Mauro Vinícius da Silva, o Duda, é apontado como um dos favoritos ao pódio do salto em distância. A avaliação é feita por quem dirige o atletismo nacional, mas também pela crítica especializada.
"O Duda mostrou consistência durante o ano", avaliou Ricardo D’Angelo, técnico chefe da equipe brasileira, lembrando que o atleta esteve sempre saltando acima de 8 metros, batendo o seu recorde pessoal no Troféu Brasil, em junho, com 8,31m. "Além disso, ele sabe que perdeu uma oportunidade única em Londres, no ano passado".
"Eu concordo", disse Duda sobre a opinião do técnico. O saltador entrou para a final olímpica com a melhor marca dentre os 12 classificados. Mas, na briga por medalha, ficou apenas em sétimo lugar. "Eu evito ficar falando, mas estava muito bem em Londres. Só que não dá para pensar em pódio quando você queima quatro dos seis saltos".
Por isso, Duda mudou de estratégia. Em vez de tentar resolver a sua prova logo no primeiro salto, pretende construir o resultado aos poucos. Foi assim já na qualificação em Moscou, em que passou para a decisão com o 11º resultado dos 12 finalistas.
Primeiro, Duda fez 7,81m sem nem pisar na tábua de impulsão. Depois, aproveitou um pouco mais para chegar aos 7,92m. Como não chegou a ficar fora da zona de classificação em nenhum momento, resolveu arriscar a última chance. Queimou. "Era um salto grande, algo para 8,10m".
Duda disse que se sentiu bem na pista azul de Moscou. Afirmou que a velocidade o beneficia, mas tem consciência de que precisará repetir os bons resultados da temporada. "Não adianta se sentir bem e não fazer um salto grande".
Até porque adversários importantes não lhe faltam. Desponta como favorito, até por estar em casa, o russo Aleksander Menkov, vice-líder do ranking mundial. "A pressão vai estar toda com ele", avaliou Duda. "E isso pode ser bom ou ruim, depende do atleta". Luis Rivera, mexicano que lidera a listagem, é outro forte candidato, assim como o espanhol Eusébio Cáceres, que entra na final como melhor classificado após saltar 8,25m.

Revezamento
O Brasil se classificou para a final do revezamento 4x400 metros no Mundial de Atletismo. Nesta quinta-feira, o quarteto brasileiro fez o sexto melhor tempo das eliminatórias, com 3min01s09, e se garantiu na disputa de medalha, que está marcada para acontecer já nesta sexta, a partir das 14h30 (horário de Brasília).

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