DUAS DÉCADAS - Autódromo de Londrina comemora 20 anos
Há 20 anos a história do automobilismo paranaense ganhava um novo capítulo, com a inauguração do Autódromo Norman Prochett, que dois anos depois foi rebatizado como Ayrton Senna, em memória ao ídolo brasileiro.
No dia 23 de agosto de 1992, a Stock Car e a Fórmula 3 Sul-Americana esquentavam pela primeira vez a pista do circuito de 3.145 metros.
Piloto da Fórmula Truck atualmente, o paulista Adalberto Jardim foi o campeão da Stock Car naquele dia, que contou com pilotos do Brasil, Argentina e Uruguai e foi uma das últimas em que a categoria usou o Opala, já que no ano seguinte a categoria passou a utilizar o Ômega. Foi uma prova um pouco tumultuada. Antes da prova ainda estavam plantando a grama e durante a corrida o que tinha de grama foi retirado, com os carros saindo da pista, lembra o piloto.
Quem estava presente nesse dia também é o fotógrafo e um dos organizadores das 500 Milhas de Londrina, Daniel Procópio, que na época era administrador do autódromo. O autódromo ficou simplesmente lotado, recorda Procópio.
O responsável pela execução do projeto do autódromo londrinense foi Carlos Alberto (Beto) Colli Monteiro, um apaixonado por automobilismo. Desde o final da década de 1970, ele já corria em busca de terrenos que comportariam o empreendimento e elaborava diferentes projetos, que acabaram não saindo do papel. Até que um dia ele visualizou, durante um voo, o terreno ao lado do Estádio do Café, uma área de 18 alqueires que pertencia ao município.
E foi em casa, que ele, com a ajuda de amigos, planejou a futura praça do automobilismo londrinense. Considero como o meu filho mais velho.
● Foi o terceiro autódromo internacional construído no Paraná. Tem capacidade para 35 mil pessoas
● Antiga medida agrária, ainda usada no Brasil, mas de valor variável. No Paraná, corresponde a 2,42 hectares ou 24.200 metros quadrados
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