São Paulo - Não poderia ser mais deprimente a volta de Alberto Dualib da Inglaterra. Depois de 53 dias na Europa, e gastar cerca de R$ 500 mil, o dirigente fugiu por uma porta lateral do aeroporto de Cumbica. Ele foi avisado que a imprensa e torcedores o esperavam para cobrar resultados da viagem. Dualib voltou sem o dinheiro da MSI que havia prometido.
''A volta dele foi como havíamos previsto: sem dinheiro algum. Estou envergonhado com o que ouvi sobre a passagem do nosso presidente na Inglaterra. O Corinthians é motivo de chacota no exterior'', disse Andres Sanches, representante da oposição que foi até a Inglaterra para se encontrar com Kia e fiscalizar o que Dualib fez fora do Brasil.
O presidente corintiano garantiu não ter autorizado seus vices Ivanei Cayres e Jorge Kalil a fazerem uma série de revelações em nome dele. Na realidade, Kia continua mandando, sim, na MSI. Não há a menor possibilidade de Tevez retornar. Willian não será vendido, nem Zelão e Everton.
A MSI não se responsabiliza pelos R$ 22 milhões que o Corinthians deverá pagar ao Lyon pelo passe de Nilmar. E o presidente não está voltando com cerca de R$ 30 milhões, como haviam garantido. Ou seja: para se salvar, Dualib desmoralizou seus dois mais fiéis assessores.
Andres fez questão de enfatizar todo o dinheiro que o Corinthians perdeu graças à falta de habilidade de Dualib em relação aos seus jogadores. ''Tevez não volta porque vai ser vendido por US$ 60 milhões (cerca de R$ 117 milhões) para o time mais poderoso do mundo. Não vou falar, mas é o maior time do mundo (Real Madrid). Mascherano está avaliado em 25 milhões de euros (R$ 65 milhões), o Corinthians teria 25% desse valor, e ele foi embora'', revelou, tenso.

mockup