Dualib vai ao treino para prestar solidariedade
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segunda-feira, 24 de julho de 2006
Das agências 
São Paulo - Diante da crise que toma conta do time, o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, foi na tarde de ontem aos vestiários do Parque São Jorge para prestar solidariedade aos jogadores. Ele conversou rapidamente com o grupo e não quis falar com a imprensa. Enquanto isso, um pequeno grupo de torcedores foi ao treino para protestar.
Ao empatar por 2 a 2 com o Fortaleza, sábado, no Morumbi, o Corinthians acabou com a sequência de 6 derrotas seguidas, mas não escapou de terminar a rodada na lanterna do Campeonato Brasileiro. Para piorar, a torcida corintiana parece ter rompido de vez com o time, chegando a atacar até o seu principal ídolo, o atacante argentino Carlitos Tevez.
Assim, depois da folga de domingo, os jogadores do Corinthians voltaram aos treinos na tarde de ontem. Enquanto os titulares do jogo de sábado ficaram fazendo trabalho de recuperação, os reservas e o técnico Geninho foram para o campo do Parque São Jorge treinar. E tiveram que ouvir mais um protesto da torcida.
Cerca de 15 membros da Camisa 12, uma das torcidas organizadas do Corinthians, apareceram no treino para cobrar uma reação do time. Gritaram palavras de ordem e pediram raça aos jogadores.
Iraque A crise do Corinthians rendeu uma comparação ingrata ao time do Parque São Jorge. O ex-vice-presidente Antonio Roque Citadini comparou hoje o cenário político da equipe ao do Iraque. ''É uma situação iraquiana: tem um governo local que não tem força para mandar nada. E o governo de fora que não sabe o que fazer'', afirmou o dirigente.
''Fizemos um negócio errado, com um grupo inexperiente, que tem muito dinheiro mas não tem vivência com futebol. Virou uma esculhambação total, uma anarquia'', afirmou Citadini, que não poupou a atual cartolagem do clube, sobretudo pela falta de transparência.
O caso recente da liberação do atacante Carlitos Tevez, que tirou licença após a Copa do Mundo, foi usado como exemplo por Citadini. ''Se ele fosse ter férias, eu chegaria e falaria em público ''Ele vai ter dez dias de férias como os outros''. O erro foi que ninguém falou em publico.''


