São Paulo - Um novo capítulo da fuga repentina de Carlitos Tevez deve acirrar ainda mais o clima entre o Corinthians e a MSI. O clube, que acionou seu departamento jurídico para cuidar do assunto, acena com a possibilidade de negociar o atleta, mas não abre mão de receber 20% do lucro de uma eventual transação.
Pelo contrato de parceria, porém, os corintianos não tem esse direito. O acordo prevê ganhos líquidos de 20% para o clube somente quando a MSI vender US$ 15 milhões em atletas (cerca de R$ 34 milhões), o que ainda não ocorreu. O Corinthians, entretanto, quer quebrar essa regra usando o fato de que só com a assinatura de seu presidente, Alberto Dualib, ele pode ser liberado. A Fifa só permite negociações envolvendo clubes.
O contrato de Tevez termina em janeiro de 2007. Mas ele tem vínculo com a MSI até 2009. Para tentar driblar os corintianos, a empresa pode esperar o fim do acordo do atleta com o clube para vender o atleta. Nesse caso, o Corinthians ficaria sem nada.
Até o momento, o time paulista diz não conhecer propostas pelo argentino. As transferências podem ser feitas somente até 31 de agosto.
Amistoso A Associação de Futebol Argentino (AFA) recebeu da Fifa a confirmação de que poderá usar seus principais atletas no amistoso do dia 3 de setembro com o Brasil. Trata-se de data-Fifa. Portanto, o técnico corintiano Emerson Leão será obrigado a liberar Mascherano e Tevez. Leão havia comentado que não liberaria os dois argentinos por precisar deles no jogo com a Ponte Preta, na mesma data. Disse que o amistoso não era data-Fifa.
O próprio assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, ratificou para a AFA sobre a importância da partida. O Brasil também vai com o que tem de melhor no momento. Ronaldinho Gaúcho e Kaká foram chamados pelo técnico Dunga.
O único empecilho para Alfio Basile, que faz sua estréia no comando da seleção argentina ele ainda dirige o Boca Juniors e ficará no clube por mais uma partida após os amistosos de setembro , seria se Mascherano e Tevez não tivessem sido chamados na data marcada pela Fifa, que é de 15 dias antes da partida.
O presidente da AFA, Julio Grandona, entende ainda que o imbróglio Tevez/Corinthians/MSI em nada prejudicará a utilização do atacante nos amistosos.

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