Doze jogadores estão
‘confinados’ na Granja
Agência Estado
A preocupação excessiva com a segurança marcou o início da preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. Desde o momento em que se apresentaram, ontem pela manhã, no Aeroporto Internacional do Rio, os jogadores foram confinados em espaços semelhantes a currais, entre grades de ferro amarradas com cordas e correntes.
O objetivo é preservar os atletas nos quatro dias de trabalho em Teresópolis. A CBF isolou uma área do desembarque do aeroporto com grades, que formavam um caminho em que os jogadores saíam da sala vip em direção ao ônibus. Na concentração da Granja Comary, em Teresópolis, o esquema foi idêntico - algumas áreas foram isoladas para evitar o assédio aos craques.
A decisão foi tomada depois do tumulto ocorrido no último treino da equipe para o amistoso com a Argentina. Centenas de pessoas invadiram a concentração e cercaram os jogadores, que tiveram dificuldades para caminhar entre o campo e os vestiários. O trajeto até a concentração, num morro acima, é feito por micro-ônibus.
Quem se apresentou Dos 22 jogadores convocados por Zagallo, 12 estavam em Teresópolis até o fim da tarde. Embora houvesse uma ordem para que todos se apresentassem no Aeroporto Internacional e subissem a serra de ônibus, alguns não conseguiram chegar a tempo. Dunga, Doriva, Rivaldo, Giovanni, Gonçalves, Zé Roberto, Júnior Baiano e César Sampaio saíram do aeroporto, como estava previsto.
O goleiro Taffarel chegou de táxi à concentração. Seu reserva Dida também desembarcou atrasado, pegou um táxi, mas alcançou o ônibus da Seleção.
Romário e Bebeto chegaram logo depois do ônibus da Seleção, em seus carros. Nos quatro dias em Teresópolis, a Seleção fará só testes e treinos físicos.

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