São Paulo - Embora o atacante Kléber tenha deixado o Palmeiras no final de novembro, ele ainda é motivo de discussão no clube. O meia Douglas, do Grêmio, chegou a demonstrar interesse em jogar com a camisa palmeirense e as negociações estavam evoluindo bem, quando, de repente, ele mudou os valores pedidos ao clube. A informação que chegou aos ouvidos de alguns membros da comissão técnica e da diretoria do Palmeiras é de que tudo mudou após o jogador conversar com o Kléber, que agora é seu companheiro no Grêmio.
Kléber, que saiu do Palmeiras brigado com o técnico Luiz Felipe Scolari e com o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo, não costuma poupar críticas ao treinador e à diretoria palmeirense. Além disso, ele teria falado para Douglas que a torcida palmeirense é violenta e persegue alguns jogadores.
Assustado, Douglas recuou e teria pedido um salário de R$ 500 mil, além de comissão fixa para seu empresário, Bruno Paiva, de R$ 50 mil. O objetivo era fazer o Palmeiras desistir do negócio, como de fato aconteceu. A diretoria palmeirense já avisou ao agente que não pretende mais negociar com o atleta.
O empresário de Kléber, Giuseppe Dioguardi, defende o seu cliente e nega que tenha havido qualquer conversa do atacante com Douglas sobre o Palmeiras. ''O Kléber não teve contato com nenhum jogador do Grêmio, porque ainda não treinou com o grupo'', explicou o agente, que ironizou a acusação dos palmeirenses. ''O Kléber foi para o Grêmio e quer seguir sua vida. É página virada para ele, mas parece que o pessoal do Palmeiras não consegue esquecê-lo. Deixa ele trabalhar em paz.''
Dioguardi afirmou que se Douglas não quis ir para o Palmeiras é porque ele ouviu conselhos de outros atletas. ''Jogador conversa com jogador. Não precisa o Kléber falar nada'', disse o empresário de Kléber.

mockup