Dos projetos sociais para os tatames
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segunda-feira, 06 de julho de 2009
Renato Oliveira<br>Reportagem Local 
A judoca Glaucieri Aparecida Fonseca, de 23 anos, foi campeã na categoria até 62 kg da 2ªedição do Campeonato Paranaense de Judô de 2009, disputado em Cornélio Procópio, no final de junho. A competição contou com atletas de todo o Paraná. Os melhores colocados no ranking até a terceira competição, prevista para o final do segundo semestre, garantem vaga no Torneio Sul-Brasileiro de Judô 2010.
Glaucieri, que começou a praticar a modalidade ainda na infância, representou Cascavel que paga um salário para atletas lutarem pela cidade. Ela iniciou sua trajetória como participante de um projeto de reinserção social por meio do esporte. Natural de Jaguapitã, desde os 18 anos reside em Londrina e atualmente trabalha como voluntária na Associação Mãos Estendidas (Ame), ensinando judô para cerca de 150 crianças carentes do conjunto Novo Amparo.
Como eu saí de uma instituição deste tipo e me sinto na obrigação de ajudar. Antes também era uma criança indisciplinada e melhorei graças ao projeto. Hoje eu tenho com quem conviver, antigamente era isolada, sozinha e não tinha nem com quem conviver, lembrando a atleta, que atualmente cursa Educação Física, na Unopar, com auxílio do sensei Edgar Akio Kimura, que lhe ajuda financeiramente.
A paixão pelo esporte surgiu quando ainda vagava pelas ruas e gostava de lutas, mas ao invés de praticar judô se envolvia em brigas. Por meio da prática do esporte melhorou seu comportamente e pretende passar isso para outros. Ela acredita que se uma pessoa mostrar para um menor infrator um outro caminho que não seja o do crime, ele vai buscar se reestabelecer na vida.
Na verdade, eu vi o outro lado da luta, que abre uma chance de se ter muitos amigos. Quando percebi que não precisava mais sair brigando nas ruas, comecei a reconquistar minha vida. O judô ensina muito sobre respeito ao próximo, declarou Glaucieri, que treina em média quatro horas diárias.


