São Paulo – O técnico Dorival Junior avaliou que o São Paulo fez, taticamente, "uma partida quase perfeita" diante do Corinthians, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador, porém, reclamou da atuação do árbitro Wagner do Nascimento Magalhães (RJ), que considerou decisiva para o empate por 1 a 1. "Taticamente, foi uma partida quase perfeita. O Corinthians teve poucas infiltrações. Fizemos o primeiro gol e tivemos três lances decisivos e capitais", disse o treinador.

Dorival reclamou principalmente de um gol marcado por Éder Militão no segundo tempo, quando o jogo ainda estava 1 a 0, e anulado pela arbitragem, que viu falta de Lucas Pratto em Cássio na jogada. "O Pratto estava de costas para o Cássio. A única opção que ele teria foi o que ele fez, e o árbitro foi na do Cássio. O segundo gol mataria o jogo, com certeza. É uma pena porque, mais uma vez, a gente deixa escapar um resultado que seria fundamental", disse.

O treinador também se queixou de uma bola recuada por Pablo para Cássio, de um pênalti não marcado e de um cartão não dado para o corintiano Maycon. "A bola atrasada pelo Pablo também não foi dado nada. Teve também o pênalti. Dentro da área, o jogador abriu o braço. A bola toca no braço e é ignorado", disse.

Gabriel pede desculpas por gesto obsceno
São Paulo – Flagrado pelas câmeras de televisão ao comemorar o gol do Corinthians com um gesto obsceno para a torcida do São Paulo, o volante Gabriel pediu desculpas em entrevista depois do empate em 1 a 1, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. "Isso é comemoração do gol, estava no calor do jogo, acontecem muitas coisas, ofensas, mas isso é do futebol. A gente estava comemorando perto da torcida, o torcedor estava nos ofendendo, fazendo gestos, xingando, mas até peço desculpas à pessoa", disse.

O técnico Fábio Carille afirmou que não viu a provocação de Gabriel, mas avisou que depois de analisar as imagens conversaria com o jogador. "Se aconteceu, vai ser chamado a atenção na cobrança", disse.

O treinador corintiano, no entanto, fez questão de ressaltar que o ônibus do Corinthians foi atingido por pedras e pedaços de madeira na chegada ao estádio do Morumbi. O vidro do lado do motorista ficou trincado. Ninguém ficou ferido.

Por determinação da Secretaria de Segurança Pública, o clássico é disputado com torcida única, sem a presença de corintianos. O Corinthians optou por um ônibus "à paisana" sem a identificação do clube e, mesmo assim, não escapou do vandalismo de parte da torcida do São Paulo. "A chegada aqui é sempre uma batalha. Mas, eu gosto disso, acorda ainda mais o meu time", disse Carille. (R.R)

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