São Paulo - Quando o doutor Nabil Gorayeb mostrou o resultado dos exames da pré-temporada, que constataram uma arritmia no coração de Doriva, o jogador do Mirassol não pensou duas vezes: resolveu pendurar as chuteiras. ''Encarei como um sinal divino. Já estava pensando em parar de jogar depois do Paulista, mas quando soube do resultado resolvi antecipar. Vi que estava na hora de ouvir a voz do meu coração'', contou o jogador.
Segundo o doutor Gorayeb, tal atitude não era necessária, já que o problema constatado pode nem ser grave. ''Ele tem uma dificuldade de batimento no coração, uma arritmia, que pode piorar com esforço físico. Mas esse problema pode ser transitório, causado por uma virose. Pedi apenas um afastamento momentâneo, para repetir os exames daqui a 30 dias, mas ele foi muito consciente e resolveu encerrar a carreira'', explicou o cardiologista.
De acordo com o ex-jogador, o histórico familiar contribuiu para sua decisão. ''Meu pai morreu com 32 anos e meu avô, com 45 anos. Embora na época não se tenha feito um diagnóstico detalhado, nos dois casos foi problema no coração. Por isso, preferi parar. Não tenho por que arriscar.''
Aos 35 anos, Doriva irá agora seguir o conselho dos médicos e descansar por um mês. Voltará a fazer exames após os 30 dias e espera que, desta vez, tudo corra bem. ''Tive uma gripe muito forte em dezembro, tomei vários remédios e talvez isso tenha ocasionado essa inflamação no coração. A minha vida toda fiz exames desse tipo, que nunca acusaram nenhum problema. Espero rapidamente voltar a jogar umas peladinhas'', comentou.

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