São Paulo - Quem vê Daiane dos Santos, a principal ginasta do País, mancando se recupera de cirurgia no joelho direito e com semblante fechado antes do último treino da seleção, ontem, em Guarulhos, fica confuso e preocupado. ''Será que ela vai estar bem na Olimpíada?''
A resposta que todos esperam é uma verdadeira salada mista. Ela garante ainda sentir dores, mas está otimista. Os médicos dizem que clinicamente está 100% curada. ''Do lado clínico, hoje ela seria medalha de ouro. Mas temos de ver a parte técnica'', disse o médico Mário Namba, há dez anos na seleção de ginástica.
O melhor diagnóstico, porém, é o do técnico, o ucraniano Oleg Ostapenko. Para ele, disputar uma competição hoje seria um sacrifício para Daiane. ''Só na Ucrânia ela vai ficar boa'', revela sobre o período de treinos no país europeu, de hoje até o dia 2.
Apesar de fazer o mesmo tempo de treino das demais companheiras, Daiane vem recebendo tratamento diferenciado. Desde a operação para retirar pedaço de cartilagem, dia 19 de junho, ela ainda não treinou em solo duro. Apenas cama elástica e no fosso (piso macio).

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