Doping terá controle rigoroso durante o Pan
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quarta-feira, 11 de julho de 2007
Robson Morelli<br> Agência Estado 
Rio - O controle antidoping dos Jogos Pan-Americanos do Rio será rigoroso. E representantes do Ministério dos Esportes e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) prometem tornar público qualquer resultado que acuse o uso de substâncias proibidas. Ninguém será poupado.
Todos os atletas medalhistas da competição serão submetidos a exames de urina no Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico do Instituto de Química da UFRJ (Ladetec), o único na América Latina credenciado para fazer o serviço pela Agência Mundial Antidoping (Wada) e um dos 34 existentes no mundo.
Prova e contraprova serão apresentadas em até 48 horas do recolhimento da urina, trabalho que ficará a cargo do grupo de trabalho do professor Eduardo de Rose, um dos maiores especialistas do assunto no Brasil e presidente da Comissão Médica da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa).
De Rose será o segundo responsável do alto escalão dos Jogos a ser informado dos casos de doping. O primeiro será o professor Francisco Radler de Aquino Neto, um ex-jogador de tênis e vôlei que passará, se for preciso, 24 horas enfurnado no laboratório ajudando a fazer as análises de urina. Ele é o responsável pelos exames nos Jogos do Rio. ''Em média, teremos de 60 a 120 testes por dia, dependendo da programação das provas. Isso dará cerca de 1.500 amostras durante o evento. O Ladetec funcionará 24 horas por dia nesse período, com cerca de 130 profissionais se revezando'', explicou.
O centro de controle do laboratório, no Centro de Tecnologia da UFRJ, na Ilha do Fundão, no Rio, funcionará como um quartel-general. Será o tempo todo monitorado por câmeras e protegido por seguranças do próprio campus. O local das análises fica no último andar do complexo, com vista linda para a baía.
Os exames também serão feitos às escuras, sem saber a quem pertence a urina em análise: pode ser de um norte-americano, cubano ou mesmo brasileiro. Tudo é codificado, da saída do frasco que recebeu o material do atleta até a devolução do resultado por escrito num envelope lacrado à Comissão Médica.
Toda urina será submetida a dez procedimentos diferentes para indicar a suspeita de substâncias proibidas no organismo. Não haverá exames de sangue. Especialistas afirmam que o teste na urina ainda é o mais confiável.


