Pequim - Um obstáculo no caminho quase abrevia a trajetória de Maurren Maggi no atletismo. Quando estava no auge, em 2003, a brasileira teve um exame antidoping positivo. Um teste realizado fora de competição detectou a presença de clostebol, um esteróide anabólico, substância proibida utilizada para aumentar a força e a potência musculares.
Afastada das competições por pouco mais de dois anos, Maurren engatou uma relação atribulada com o ex-piloto de F-1 Antonio Pizzonia, com quem teve Sofia, 3. ''Foi uma fatalidade o que aconteceu na minha vida'', contou ela, que na época alegou que havia sido contaminada por uma pomada passada após uma sessão de depilação.
''Hoje tiro isso por um lado muito positivo porque não pararia a minha carreira para ter a minha filha e hoje ela me dá uma força que vocês não têm idéia'', disse a saltadora, que chorou ao se lembrar de Sofia. ''A Sofia queria que eu ganhasse a medalha de prata. Ela gosta da cor. Falei para ela que a de ouro é mais bonita'', contou.
Neste ano, a brasileira foi a saltadora que apresentou mais regularidade, com cinco saltos acima de 6,90 m. ''Sempre falei no Brasil que, se saltasse mais que 7 metros, ganharia medalha. Graças a Deus, foi o ouro'', completou Maurren, que será a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento dos Jogos, amanhã. (A.D.F./Folhapress)

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