O caso do nadador Hugo Duppré, punido pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) por doping, pode tomar novo rumo, diante das revelações que estão sendo feitas agora pelo atleta. Duppré afirma que o médico Miguel Navera teria lhe dado uma injeção e receitado drágeas em seu consultório, para apressar a cura de uma tendinite nos joelhos.
Duppré contou ao advogado José Roberto Batochio, contratado pela Universidade Santa Cecília para defendê-lo da punição aplicada pela CBDA, que o suspendeu por 4 anos das competições, que o dr. Navera teria solicitado a ele que nada revelasse sobre aquele tratamento. O nadador não sabe que substância continha a injeção, apenas estranhou que o médico, após a sentença da CBDA, tivesse lhe pedido sigilo sobre o fato, orientando-o, que afirmasse ter tomado o medicamento na farmácia.
O nadador admite ter errado em não divulgar antes aquele pedido do médico, justificando: ‘‘Confiei em um profissional renomado e achava, sinceramente, que não estava escondendo nada grave, pois nunca tomei anabolizantes ou qualquer droga proibida’’, disse. Ele não esperava que o exame resultasse positivo, atestando a presença de nandrolona, daí sua tranquilidade até o julgamento e sua surpresa com a sentença. Somente na quinta-feira, Hugo acabou revelando o pedido de sigilo do médico para os amigos e para a família. ‘‘Ele afirmou que era um antiinflamatório para apressar a cura dos joelhos e eu acreditei nele, pois, caso contrário, não iria jogar fora 18 anos de luta’’, completou.
De família humilde, Hugo Duppré, 22 anos, nada desde os quatro. Nos últimos anos, ele conquistou uma série de títulos, quebrando recordes gradualmente. Bicampeão brasileiro nos 100 metros borboleta, o atleta obteve índice para integrar a seleção brasileira no Mundial da Austrália, em janeiro.

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