A morte da campeã olímpica de atletismo, a norte-americana Florence Griffith-Joyner, ocorrida segunda-feira em Los Angeles, Califórnia (Estados Unidos) é, sem dúvida, consequência do doping, assinalou ontem o especialista alemão Werner Franke, à cadeia de televisão pública alemã ZDF.
O especialista apresentou uma declaração ante o Senado norte-americano e as declarações de uma colega de corrida de Florence Griffith-Joyner que, segundo ele, ‘‘provam claramente’’ que a atleta se dopava.
As substâncias utilizadas estão detalhadas em um anexo da ata, acrescentou. ‘‘O primeiro ataque cerebral de Griffith-Joyner em 1996 foi um sintoma da má utilização de anabolizantes’’, assinalou Franke. ‘‘Os atletas norte-americanos se dopam desde antes dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984’’, acrescentou o alemão.
A campeã olímpica de lançamento de peso, Astrid Kumbernuss, declarou, por sua parte: ‘‘É triste morrer tão jovem. Ninguém pode confirmar se Griffith-Joyner se dopou ou não. Como deixou de competir em 1988, isso pôs fim às especulações. Mas são somente especulações. Quando alguém morre, não se pode misturar morte e doping’’.
Suspeita - Uma ex-companheira de treinos de Florence Griffith-Joyner afirmou ontem ter certeza de que a famosa colega tomava drogas para ser a mulher mais rápida do mundo. Lorna Boothe, ex-medalha de prata na categoria obstáculos nos Jogos da Commonwealth, treinava regularmente com Griffith-Joyner antes das Olímpiadas de Seul, em 1988, quando a atleta conseguiu três medalhas de ouro.
Mas Boothe, agora treinadora, surpreendeu-se com a transformação física sofrida por Griffith-Joyner e acha que as substâncias de doping tiveram um papel importante nos recordes batidos nos 100 e 200 metros rasos. Griffith-Joyner, que morreu, segundo informações, de um ataque cardíaco, foi centro de críticas e acusações que colocavam em dúvida suas impressionantes marcas em Seul.

mockup