São Paulo - Outro assunto bastante debatido no workshop foi o doping. Os tradicionais meios que os atletas utilizam para melhorarem os seus rendimentos estão ficando para trás com o surgimento do doping genético. Um exemplo da nova modalidade é o THG, muito falado no ano passado. Essa é a principal preocupação dos organizadores da Olímpiada de Atenas e da Wada (Agência Mundial Anti-Doping), criada em 1999 para unificar as regras sobre o tema no mundo e ter um controle mais rígido. ''O doping genético, como o THG, é a grande preocupação'', afirma o médico Rogério Teixeira da Silva, diretor do Comitê de Traumatologia Desportiva da Sociedade Barsileira de Ortopedia e Traumatologia.
Uma forma de prevenção defendida pela Wada são os exames fora de períodos de competição. Por isso, ela criou o Código Mundial Antidoping, que prevê que atletas flagrados com substâncias consideradas mais pesadas, como os esteróides anabólicos, poderão ser suspensos por dois anos. Mas algumas entidades não aceitam a proposta. A Fifa, por exemplo, só assinou sexta-feira o acordo com a agência.
Entre as drogas mais utilizadas, como anabolizantes e hormônios, que podem até levar o atleta à morte, podem ser incluídos os famosos suplementos alimentares, que de natural não tem nada. ''Podem levar ao infarto do miocárdio'', alerta. (T.M.)

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