São Paulo - Com o resultado de antidoping positivo para Nandrolona, o pugilista Pedro Augusto Patrich Otas não mais poderá pleitear lugar na equipe brasileira permanente. O exame foi pedido diretamente ao Comitê Olímpico Brasileiro por Luiz Cláudio Boselli, presidente da Confederação Brasileira de Boxe, que havia iniciado seus exames preventivos para os Jogos Pan-Americanos de São Domingos, em agosto. Inicialmente, passaram por testes apenas os boxeadores classificados, mas o dirigente solicitou ao COB a inclusão de Otas, que havia subido de peso (de 75 kg para mais de 100 kg) muito rapidamente, com acentuada definição de músculos também em espaço de tempo muito curto.
Os exames foram realizados em 21 de março, durante o Circuito Brasil Olímpico, em São Paulo. No caso de Otas, foi detectada a alteração da relação Epitosterona-Testosterona e presença de Nandrolona em sua urina.
Pela CBBoxe, o presidente Luiz Cláudio Boselli disse que o superpesado Pedro Otas é um bom pugilista, que tem talento para o esporte. Queria fazer parte da equipe brasileira permanente seus atletas recebem ajuda de custo com verba da Lei Agnelo-Piva e solicitou uma chance. ''Pedi então que participasse do programa do Circuito Brasil Olímpico, para avaliarmos a parte técnica. E também pedi ao COB que incluísse o atleta na relação dos que fariam exame antidoping. O custo de cada análise é alto.''
Com o resultado positivo, o atleta da Federação Paulista de Boxe não poderá pleitear vaga, pelo menos por enquanto, na equipe brasileira permanente.
Até agora o COB já recebeu o resultado de 88 exames de controle antidoping em atletas com chances de ir ao Pan/2003, em agosto. Até lá serão realizados cerca de 600 exames de controle de dopagem.
Além do pugilista, o Comitê Olímpico Brasileiro também aguarda relatório para tomar providências no caso de dois atletas do hipismo que se recusaram a passar pelos exames, que seriam coletados no fim de abril, durante concurso em Porto Alegre.

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