O australiano Michael Doohan quebrou o recorde do circuito Nélson Piquet, em Jacarepaguá, em mais de um segundo no primeiro treino para o GP do Brasil de Motociclismo. Doohan assinalou 1min52s552 e tenta confirmar a pole position da categoria 500 cilindradas no treino decisivo de hoje. Na corrida, amanhã, às 11 horas, o australiano poderá se tornar tetracampeão mundial.
O treino foi marcado pelas reclamações dos pilotos - um hábito na prova brasileira. O circuito de 4.933 metros foi recapeado pelo terceiro ano seguido, mas os pilotos se queixaram da falta de aderência e das condições da pista no Esse após a curva Sul. Neste trecho, o asfalto soltou-se e provocou problemas, porque criou pequenos buracos num ponto de freada.
Alguns mais revoltados, como o italiano Valentino Rossi, de 18 anos, nova estrela da 125cc, foram favoráveis a um boicote dos pilotos à prova. O campeão Doohan, porém, não endossou as críticas. ‘‘A pista está bem melhor do que no ano passado’’, comentou. ‘‘Não haverá boicote algum como se especula: nós correremos a prova.’’
O brasileiro Alexandre Barros ficou em sétimo, mas espera melhorar hoje. Barros acha que a falta de aderência da pista será resolvida à medida que as motos andarem. ‘‘O piso vai emborrachando e ficando mais rápido.’’ Seu irmão mais velho, César, de 27 anos, correrá na 125 cc. Ontem, ficou com o 26º tempo.
O grid provisório da 500 cc: 1º, Doohan, Austrália, Honda, 1min52s552; 2º, Doriano Romboni, Itália, Aprilla, 1min53s586; 3º, Luca Cadalora, Itália, Yamaha, 1min53s785; 4º, Tadayuki Okada, Japão, Honda, 1min53s815; 5º, Carlos Checa, Espanha, Honda, 1min54s102; 6º Daryl Beattie, Austrália, Suzuki, 1min54s107; e 7º Barros, Brasil, Honda, 1min54s286. Na 250cc, o mais veloz foi o italiano Loris Capirossi, com 1min54s932, e na 125c, o japonês Noboru Ueda, com 2min01s975.

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