A explosão de equipes em Londrina expõe uma outra situação. Com exceção do PSTC, todos os outros responsáveis pelos novos clubes perderam espaço no LEC. Moretti e sua Talento Esportes administraram a categoria de base alviceleste durante um período do mandato do ex-presidente Peter Silva. Após a exclusão, assumiram a Portuguesa.
O empresário Gilberto Ponce, que presidirá o ECL, é outro que injetou dinheiro no Tubarão durante a gestão passada. Ele ainda foi candidato à presidente do Londrina no fim do ano passado, mas a eleição foi suspensa pela justiça, o que o deixou descontente e foi um dos fatores principais para a criação desta nova equipe. Ele próprio chegou a declarar à Rádio Paiquerê AM que esse era um dos motivos de criar seu próprio time. Ponce ainda passou pelo Nacional de Rolândia por um curto período.
A Junior Team foi outra empresa que administrou a base alviceleste. Além disso, um dos sócios, o empresário Iran Campos, presidiu o Londrina. Outros sócios, como Jurandir Barroso e Júlio Lemos, tiveram cargos importantes na direção do Tubarão. A parceria trouxe grandes frutos, como os volantes Henrique, do Cruzeiro, e Diogo, do Fluminense, além do atacante Soares, também do Cruzeiro.
Por último, a SM Sports protagonizou uma das maiores novelas da história alviceleste. Primeiro Malucelli negociou por meses com Peter Silva algum tipo de apoio, mas não chegou a um acordo. Depois, travou uma queda de braço com o grupo Universe para administrar o Londrina no período de intervenção judicial. Como queria um prazo longo de contrato - uma década ao menos - foi preterido e agora dá o troco montando o seu Londrina. (T.M.)

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