Donizete chega e já cai nas graças da torcida
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terça-feira, 31 de janeiro de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Segunda-feira à tarde. Seria um dia normal de trabalho, mas cerca de 50 pessoas arrumaram um tempinho, tiraram a camisa do Londrina do armário e foram até o VGD com um objetivo em comum: ver a nova ''fera'' do Londrina, o atacante Donizete, o Pantera.
Ele não treinou, mas bastou entrar no campo com o que definiu de ''manto azul'', e fazer duas ou três embaixadas para cair nas graças da torcida que, em pé, aplaudiu o novo reforço. Boa gente e muito extrovertido, foi à arquibancada abraçar um a um cada torcedor.
Foi uma festa a apresentação do novo atacante alviceleste. Aos 37 anos, em forma, e com muita disposição, Donizete chega com o discurso de vencer o Paranaense, a Série C do Campeonato Brasileiro e ficar por um bom tempo em Londrina, com a família. ''Essa é a minha motivação'', disse.
Um projeto a longo prazo do presidente Peter Silva foi fundamental para a decisão do jogador de não pendurar as chuteiras e prorrogar sua carreira por mais um ano, agora, com a camisa alviceleste. ''Tive um apoio da diretoria do Londrina que nunca tive nos outros lugares'', contou. ''Não vim pra cá pra ficar três meses. Não vai me deixar mais rico nem mais pobre. Quero ajudar dentro e fora de campo''.
Donizete mantém a Fundação Pantera Negra, que trabalha com jovens carentes e pode ter um braço dela no Londrina. Teve aval do técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, e do tetracampeão Ricardo Rocha. ''O Rocha disse que seria muito legal, maneiro. Quero trazer minha família pra cá. Aqui, a vida é mais tranquila do que no Rio'', revelou.
Donizete disse estar bem fisicamente. Vinha treinando no Macaé, da Segunda Divisão Carioca. ''Se ele (o técnico Vica) quiser, na quinta-feira eu já jogo'', disse, mostrando disposição. O treinador, porém, já descartou utilizá-lo no jogo em Paranavaí.
Sempre bem humorado, respondeu com uma brincadeira a uma pergunta sobre o aumento de produção do ataque alviceleste depois do anúncio de sua contratação. ''Vou puxar a orelha deles'', brincou.
Experiência Donizete espera ser um motivador para os garotos do time, que eram ainda torcedores enquanto ele fazia fama. ''Vou passar experiência para eles e eles juventude para mim. Aprendi muito com o Zico, Dinamite e até o Romário. Tenho esperança e fé de ter muito sucesso aqui com eles. Derrota não faz parte do meu vocabulário'', disparou.
Pantera encontrou no VGD um velho amigo, o treinador de goleiros do time júnior, Carlão, com quem foi campeão brasileiro em 1995. Também reencontrou o meia Juninho, com quem atuou no Botafogo, e mais à noite veria o ex-volante Vágner. Juntos, foram campeões da Libertadores da América em 98, pelo Vasco. ''O primeiro gol vou dedicar pra ele'', prometeu. ''Com a marca da pantera''.
Donizete assinou contrato de três meses com possibilidade de renovação até dezembro. Especula-se que vá receber cerca de R$ 10 mil mensais e que um cartola influente no Rio de Janeiro ajudaria o time a pagá-lo.


