O advogado do Londrina, Domingos Moro, buscará um acordo com o colega Rogério Pastl, que defende o Brasil-RS, para uma defesa conjunta no julgamento de hoje, às 10 horas, na Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Os dois clubes e 25 membros das duas equipes foram denunciados pela batalha campal na partida de volta da semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro.
Para Moro, uma defesa conjunta pode amenizar as punições às duas equipes. "É uma possibilidade. Vou tentar isso. Conheço bem o Rogério, é meu amigo", disse Moro. Rogério Pastl é também advogado do Internacional-RS
Segundo Moro, uma troca de acusações pode ser prejudicial para as duas equipes. Porém, há um agravante. Existe a possibilidade de o time gaúcho levar como testemunha o cinegrafista da RBS TV, Jéferson Kickhofel. Ele foi agredido por funcionários do Londrina durante a confusão. Caso isso ocorra, Moro teme que a situação do Londrina fique complicada. "Se incluírem imagens do cinegrafista e a repercussão daquilo, a situação fica ainda mais complicada. Isso não está no processo por enquanto. Se o Brasil trouxer, vai complicar porque inclui a agremiação. Entrar para tentar apaziguar é uma situação. Entrar e tentar cercear a imprensa, é um ‘tiro no pé’", avaliou o advogado.
A única testemunha que o Tubarão terá presente no julgamento é o técnico Claudio Tencati. Ele e a maioria dos jogadores e membros da comissão técnica denunciados foram enquadrados nos artigos 257 (participar de rixa ou tumulto) e 258 (conduta contrária à disciplina esportiva) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Já o Tubarão terá que responder por não prevenir e reprimir as desordens e violência no estádio (artigo 213) e pelo tumulto (artigo 257). Além da confusão, o clube também responderá por um rádio que foi arremessado no gramado. Como o agressor foi identificado, o clube deve ser absolvido neste caso. (T.M.)

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