Domingo de sol e de emoção no autódromo
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domingo, 23 de abril de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Sem futebol profissional pela cidade, o domingo ontem foi de velocidade e pelo menos 4 mil pessoas aproveitaram o dia de sol para ir ao Autódromo Ayrton Senna, de Londrina, conferir a 3 e a 4 etapas do Campeonato Metropolitano, também válidas pelas duas primeiras provas da Copa Sercomtel de Automobilismo. As famílias foram em peso ao evento, aberto ao público, para ver de perto os pegas entre os carros e motos 135cc. Aceleraram na pista 30 carros das categorias Speed 1.600 e Marcas e 25 motos, divididas nas categorias A e B.
Entre os presentes, alguns pilotos vieram de longe, como os gaúchos Maico da Silva Teixeira e Allan Lima, que vêm todos os meses à cidade para correr na categoria motos. Maico é do município de Alvorada, na Grande Porto Alegre, e Allan mora na capital gaúcha. Como as corridas com motos 2 tempos (Yamaha) foram extintas no Rio Grande do Sul eles ficaram sem opção no Estado e todos os meses colocam as motos em cima de uma carreta e viajam até Londrina para correr aqui.
''Gastamos com isso uns R$ 1 mil por mês, mas correr de 2 tempos é o meu chão e não meço esforços para vir para cá'', conta Maico, que também compete no Brasileiro de Motovelocidade na categoria 250cc, que utiliza motos Honda Twister. ''Correr o Brasileiro é bom pelo nível, mas as despesas são maiores (R$ 2 mil por etapa) e não é a mesma coisa andar com uma moto 4 tempos (Honda). O giro dessas motinhas aqui é muito mais emocionante'', compara Maico.
No Rio Grande do Sul ele diz que só correm nas pistas de Guaporé e Santa Cruz do Sul e com motos 4 tempos. ''Já o Autódromo de Tarumã, desde que foi privatizado, baniu todas as corridas de moto'', lamenta.
Outro personagem interessante é o piloto de Speed, Rolemberg Vidotti, 50 anos, que muito antes de acelerar em um Fusca, já pilotava avião. Sim, desde 1975, Vidotti é piloto de aviação agrícola e trabalha em fazendas do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. ''Quando era criança eu sonhava em ser piloto de carro. Mas como pintou a necessidade e a oportunidade de ser piloto de pulverização, comecei a andar de avião, onde também sentia um pouco de adrenalina. Hoje para mim pilotar avião é trabalho, enquanto correr é um hobby e adrenalina pura'', afirma.
A velocidade está presente na vida de Vidotti desde 1983, quando começou a correr de Hot Dodge em pistas de terra pela região. Depois guiou kart, Corsa e carros da categoria Marcas. E o que é mais difícil, pilotar avião ou um Fusca? ''Ah, aqui é mais complicado, porque não podemos errar e as disputas são pau a pau'', responde ele.
Classificação Após quatro etapas, a classificação do Metropolitano de Velocidade é a seguinte: categoria Marcas 1º Edicésar Souza Lima (80 pontos), 2º Sandro de Oliveira (57) 3º Márcio Imagawa (39); Speed 1º Antônio Sapia Jr. (80), 2º Odone Ranocchi (41) e 3º Luís Preto (30); Motos A 1º Odair Delefrati (67), 2º Evandro Nobre (65) e 3º Pedro Romeu (32); Motos B 1º Rodrigo dos Santos (47), 2º José Claudemir Vinci e 3º Márcio Miranda e Henrique Batiston (ambos com 39). As próximas etapas (5 e 6) serão disputadas no dia 22 de maio.


