Dólares atraem estrelas do basquete feminino
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sábado, 02 de março de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Desde o início da desvalorização do Real frente ao dólar, aumenta, a cada temporada, o número de jogadoras brasileiras do basquete feminino no exterior. O Brasil é um novo mercado exportador mundial e o número de atletas na Europa evidencia o fenômeno. Dez dentre as principais atletas do País estão na Europa e a maior parte delas seguirá, depois, para a WNBA, nos Estados Unidos.
A prova do prestígio do basquete brasileiro causa problema em ano de Mundial. A seleção terá, na estimativa do técnico Antônio Carlos Barbosa, 30 dias, ou menos, para treinar completa até a estréia, dia 14 de setembro, pelo Grupo B, contra a China (o Senegal, dia 15, e a Iugoslávia, dia 16, são os outros rivais da fase inicial).
Acho que teremos, pelo menos, a Alessandra, Cíntia, Claudinha, Helen, Janeth - a Adrianinha, também, que já está fechada com o Phoenix - na WNBA. Elas vão se incorporar à seleção assim que os times forem saindo dos playoffs, em julho ou agosto. Em 2000, no ano da Olimpíada de Sydney, o campeonato dos Estados Unidos terminou em 15 de agosto, observou o técnico Antônio Carlos Barbosa.
Se a vivência no exterior proporciona crescimento técnico individual às jogadoras, conhecimento sobre as rivas e o estilo de jogo dos vários países, o pouco tempo de treino pode comprometer o aspecto coletivo da seleção, conforme define Barbosa.


