Ribeirão Preto, 28 (AE) - A pressão por bons resultados já começou no Interior paulista. Uma derrota, que pode significar o rebaixamento em poucos jogos - dez na Séries A1 e apenas seis na A2 -, causa mudanças repentinas e bruscas. O Araçatuba, último colocado da A1, sem ponto (hoje estaria rebaixado), foi o primeiro a mudar, demitindo Antonio Augusto Pereira, o Pardal, e contratando um argentino, praticamente desconhecido no Brasil: Pablo Centrone. A A-2, mais acirrada, fez outra vítima: Geninho não dirige mais o Santo André.
"Se vacilarmos, o time cai", afirma o presidente do Araçatuba, Antonio Edwaldo Costa, o Dunga, garantindo que Pardal foi dispensado por deficiência técnica. Para o jogo do meio de semana, ele promete cinco reforços. Enquanto isso, Centrone, que dirigiu Portimonense (Portugal), Catânia (Itália), América do México e foi vice-campeão (perdeu para o Lanús) da Conmebol pelo Independiente, de Santa Fé (Colômbia), em 1997, só comandou o Ferroviário (CE), em 1998. Também foi supervisor do Racing, que tenta sair de uma crise.
Centrone, de 42 anos, que foi zagueiro e volante, estréia domingo (30), contra a Portuguesa Santista, em Santos. "Vou ver quem presta e quem não presta", avisou ele, direto, mas otimista. "Temos que pensar positivo." Quanto às cobranças
está consciente do que o espera: "Os treinadores são respeitados na Europa, onde tem-se trabalho de base; no restante
é tudo igual", diz ele.
Geninho, que já dirigiu o Santos, não se sustentou no Santo André após a derrota de 2 a 1 para o Juventus, ontem (27). Pediu demissão hoje (28). A diretoria do clube do ABC tentava contratar um substituto ainda hoje (28), para estrear domingo (30), contra a Francana. O Santo André é o último na A2, sem ponto no Grupo 3, liderado por Comercial e Juventus, com 4 pontos.
Pelo Grupo 4 da A2, o São Caetano empatou em 0 a 0 contra o Sãocarlense, em casa, na modesta estréia de Túlio, e assumiu a liderança, com 4 pontos. Pela Série A3, o Independente é o líder do Grupo 2, com 4 pontos, depois de vencer o Nacional por 3 a 1, em Limeira, na quinta-feira (27). "Acredito que a vaga do grupo ainda será nossa", comenta o técnico do Nacional, Túlio Tangioni Neto, que está há dois anos e meio no cargo. "Aqui, os diretores chutaram uma bola", emenda Tangioni, confiante em seu trabalho.

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