Dois novos titulares estão demonstrando confiança
Luiz Claudio Oliveira
Enviado da Folha
João Carlos, do alto de seu 1,85 m, pretende fazer o País começar a acostumar com seu futebol, que já encantou os mineiros. O João tem tudo para ser um grande zagueiro de seleção; basta confirmar as apresentações que faz no Cruzeiro, avisa o ex-jogador e agora comentarista Tostão, que por ser mineiro sempre acompanha o futebol daquele estado.
Mas nem tudo foi uma história de sucesso na vida deste atleta nascido há 26 anos na cidade de Sete Lagoas (MG). Ele lembra que logo depois de ter chegado ao Cruzeiro, um treinador - do qual ele não lembra o nome - o afastou do grupo. Desde aquela época eu tinha confiança no meu futebol e sabia que, se tivesse oportunidade, acabaria na Seleção. Foi com a chegada de Nelsinho Baptista no Cruzeiro, dois meses depois, que ele foi reintegrado à equipe e passou a brigar pela posição de titular.
O auxiliar-técnico Candinho lembra que havia enfrentado João Carlos como treinador e havia gostado do jogador. Depois, já como auxiliar de Luxemburgo na Seleção, recebeu boas informações dele do técnico do Cruzeiro, Levir Culpi. Convenceu Luxemburgo a ver um Atlético x Cruzeiro e, naquele jogo, decidiram convocar João Carlos e Evanílson. Ele (João Carlos) vai fazer uma ótima dupla com Antônio Carlos, garante Candinho.
Zé Roberto não é mais uma cara nova na Seleção - afinal vem sendo convocado desde 1995. Só agora, no entanto, começa a apresentar seu grande futebol. Antes eu era chamado como lateral e meia e não conseguia me firmar no time titular, lembra.





