Dois mil assistem consagração do "pastor Muller"
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quinta-feira, 08 de abril de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 09 (AE) - O atacante cruzeirense Muller, de 33 anos, foi consagrado pastor da igreja pentecostal Portas Abertas na noite de quinta-feira, em Belo Horizonte. A cerimônia de consagração, que durou três horas, foi assistida por cerca de duas mil pessoas, que lotaram o templo no bairro Horto, Zona Leste da capital.
Muller, agora pastor Luiz Antônio Corrêa da Costa, já vinha conduzindo cultos na Portas Abertas, informalmente, às segundas-feiras. Agora, tornou-se oficialmente um pregador. Emocionado, o jogador, que antes de transferir-se para Belo Horizonte, em julho de 1998, havia feito curso de dois anos e meio, em São Paulo, preparativo para o Ministério Pastoral, revelou seus planos, tão logo termine o contrato com o Cruzeiro, no primeiro semestre de 2002. "Vou me dedicar exclusivamente à igreja", disse. Com a consagração, Muller também ganhou o título de vice-presidente da Portas Abertas e o direito de abrir a própria igreja.
O atacante considera a pregação do evangelho como sua principal missão de vida. Ele até comparou as novas atribuições com a carreira de jogador, na qual já experimentou glórias, como o bi-campeonato do Mundial Interclubes, pelo São Paulo, e colecionou diversas convocações para a seleção brasileira. "É mais fácil jogar no Mineirão lotado do que falar para todas essas pessoas, aqui na igreja", afirmou.
RISCOS - No final de fevereiro, Muller sofreu uma grave lesão muscular, na coxa direita, e ficou fora dos planos do técnico Levir Culpi por quase dois meses, em tratamento. Apesar disso, não deixou de comparecer à igreja e fazer as pregações. O grande esforço físico; a pregação emocionada e o gestual exagerado de Muller nos cultos - em alguns momentos lembra a dança do cantor Michael Jackson -, deixaram os médicos do Cruzeiro preocupados. Eles viram o risco de agravamento da contusão ou de surgimento de novas lesões, durante as atividades religiosas do atleta. Muller garantiu que não corre perigo. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra", afrmou.


