O Campeonato Brasileiro de Futebol começa hoje com duas partidas. O Grêmio, campeão do ano passado, enfrenta o São Paulo em Porto Alegre e o Palmeiras estréia em casa contra o Fluminense.
A competição deveria reunir 24 clubes. Mas o regulamento foi alterado na última hora para ‘‘acomodar’’ uma situação problemática criada com o escândalo envolvendo possível manipulação de resultados na Copa do Brasil deste ano, que resultou no afastamento do presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol, Ivens Mendes.
O Atlético Paranaense foi suspenso por um ano, mas acabou fazendo valer o direito adquirido na competição anterior. Aproveitando a confusão, Fluminense e Bragantino, rebaixados para a segunda divisão em 96, forçaram a porta dos fundos e conseguiram retornar ao ‘‘grupo de elite’’, que terá então 26 clubes. O campeonato começa sem que o suposto esquema tenha sido devidamente investigado e com algumas agremiações, como o Náutico (terceiro colocado na segunda divisão do ano passado), reivindicando vaga na Justiça Desportiva (leia texto na página 11).
Como a competição, em suas 27 edições, já teve 26 regulamentos diferentes, e o número de equipes na primeira divisão já foi alterado 17 vezes (oscilando de 20 a 94 clubes), dá para compreender porque a média de público é de aproximadamente 11 mil pagantes por jogo.
Este ano, na primeira fase, 26 equipes se enfrentam em turno único. Classificam-se oito times, que serão separados em dois grupos na segunda fase. Os times se enfrentarão dentro do grupo em turno e returno. Os campeões dos grupos disputam a final em dois jogos. Os critérios de desempate, pela ordem: vitórias, saldo de gols, gols marcados, confronto direto, índice de disciplina (cartões) e sorteio.

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