Dois atletas da Unopar na seleção brasileira
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Como prêmio por terem conquistado o título da Liga Nacional de Handebol, os armadores Boi e Edinaldo, da Unopar/FEL/Sercomtel, foram convocados ontem pelo técnico da seleção brasileira, Washington Nunes, para um desafio internacional que ocorrerá neste domingo, em Brasília, contra Cuba. O armador-central Léo e o pivô Alê, que estiveram com a seleção na Olimpíada, pediram dispensa por estarem cansados da temporada extenuante. ''Todos eles estão no limite'', comentou o técnico Giancarlos Ramirez. Após este desafio, os convocados disputarão o Mundial da Croácia, no final de janeiro.
Ontem ainda havia comemoração pelo título conquistado. O pivô Alê relatou à FOLHA que o ano de 2008 foi o mais especial de sua carreira. ''Esse título veio coroar uma temporada cansativa, de muitas competições, na qual tive a felicidade de disputar pela primeira vez na vida uma Olimpíada'', disse.
Alê ressaltou que todas as competições que a Unopar teve pela frente levou cada uma delas a sério, inclusive o Paranaense de Handebol, em julho, que foi vencido pelos londrinenses. ''Este ano tivemos tantas competições quanto a Metodista e o Pinheiros tiveram. Disputamos o Pan-Americano, o Paranaense, a Copa do Brasil e agora a Liga Nacional, e chegamos bem no final do ano porque estávamos bem preparados fisicamente e focados nesse título'', ressaltou. Além da Liga, a Unopar foi também campeã da Copa do Brasil, em junho.
Alê foi de longe o mais exigido do elenco, porque além de todas as competições que disputou com a equipe, esteve presente em todas as convocações da seleção este ano e disputou torneios internacionais no Egito e na Mecedônia. ''Logo que cheguei daqueles torneios eu estava machucado, mas quis jogar no sacrifício a Copa do Brasil e fomos recompensados. Aqui ninguém se poupou durante o ano'', enfatizou.
O armador-esquerdo Mão de Onça, que no primeiro semestre jogou no Catar e só se integrou à Unopar em agosto, comemorou muito a decisão de ter voltado para Londrina. ''Joguei a última temporada pela Metodista e lá eles têm uma ótima estrutura, mas aqui também temos. E morar em Londrina é muito melhor, fico mais próximo dos meus familiares'', disse Mão, que não descarta uma nova ida para o Oriente Médio em janeiro, quando os clubes de lá abrem negociações.


