Albari RosaFim de jogo, início de comemoração: festa depois de sete anosBem antes do final do jogo e mesmo com o gol do Coritiba, de Sandoval aos 40 minutos do segundo tempo, a comemoração dos atleticanos já era grande. Dentro e fora do campo. No gramado, os rubro-negros tocavam a bola com uma nítida expressão de vitória no rosto. Na beira do gramado, comissão técnica e jogadores reservas não se continham em alegria e empolgação, só esperando o apito final.
Depois do jogo a festa foi para as ruas em carreata até a sede do Atlético. Vai continuar no domingo, no jogo das faixas, com o Corinthians, no Pinheirão
No fim do jogo, com lágrimas no rosto, comissão técnica e jogadores expressavam um misto de desabafo e euforia. O técnico Abel Braga, até com dificuldades para falar devido ao choro, disse que o título é uma mostra de que realmente o melhor time venceu.
Albari RosaO comandante Abel Braga não quis saber de nada e entra na dança‘‘O adversário ficou se gabando de ter tido 100% de aproveitamento no primeiro turno do quadrangular. Provamos que aproveitamento é jogar 31 partidas e perder somente duas, ganhar três dos quatro turnos disputados e ser mais time na final’’.
Para o presidente afastado, Mário Celso Petraglia, o título premiou a nova mentalidade que o Atlético está começando a implantar no futebol. ‘‘É uma mentalidade de trabalho sério, honesto e com muito profissionalismo. Vamos continuar nesse rumo e buscar também títulos nacionais’’, disse.
Para alguns jogadores, a conquista do campeonato foi ainda mais especial. Os jovens Warley, Renato, Wilson e Gustavo e o veterano Gérson Caçapa nunca tinham conquistado um título como profissionais. ‘‘É a maior emoção da minha vida’’, comentou Warley. ‘‘Já tinha realizado um sonho que era tornar-me profissional. Hoje realizei o sonho de ser campeão’’, declarou Renato.
Já Wilson, que antes do início do quadrangular era tido como fora do campeonato devido à tuberculose, disse que a conquista foi especial pelo gol que fez. ‘‘Esperava ser campeão, mas não contava com a possibilidade de fazer o gol. É muita emoção’’. Gustavo ofereceu a conquista à torcida. ‘‘Vibrante igual a torcida do Atlético só a Gaviões da Fiel, do Corinthians’’, afirmou.
Com 31 anos, e uma carreira que inclui alguns times da Itália e da Turquia, o veterano Gérson Caçapa, que não tem títulos nacionais, pulava depois do jogo como se fosse um estreante. ‘‘É difícil conter a alegria porque não é fácil ser campeão. É um momento especial na vida de qualquer jogador’’.
Se para os ‘‘zerados’’ em títulos a conquista causou emoção, não foi diferente com os experientes. Edinho Baiano, por exemplo, afirmou que é sempre uma nova emoção. ‘‘Por mais que a gente ganhe títulos, a alegria de uma nova conquista é sempre nova e diferente. É o tipo da coisa que a gente não enjoa’’.

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