São Paulo - Gustavo Borges foi um gênio das piscinas. Brilhou em todos os campeonatos possíveis. Foi o grande nome brasileiro de sua geração de nadadores. Porém, o agora empresário, vem dando braçadas ainda mais certeiras depois que pendurou a sunga. Formado em economia, o medalhista olímpico mostrou que é bom e muito, também nos negócios ao implantar seu método de ensino na natação. Agora, se une ao campeão olímpico Rik Neethling para nadar de braçada no mercado sul-africano. A dupla deu o pontapé inicial no projeto com o lançamento oficial da Swimming Stars, em São Paulo. Assim, o método Gustavo Borges tem a primeira etapa de sua internacionalização.
O namoro já era antigo. Há dois anos, a dupla conversava sobre a possibilidade da parceria, que se consolidou agora. ''Estamos trabalhando lá há dois anos e juntar essa experiência do Método GB será vitorioso. Vamos ter qualidade para ensinar natação. Levo o método para fazer diferença na África'', afirmou o sul-africano, campeão olímpico em Atenas-2004 nos revezamento 4x100 livre, com direito à quebra do recorde mundial.
Para Gustavo Borges, o salto internacional de seu método é mais uma conquista. ''É uma conquista do trabalho ao longo do tempo. É um momento importante nessa busca pela excelência, por fazer coisa certa'', avaliou Borges.
O projeto não para por aí. A ideia deles é expandir o método para outros países, a começar pelo Oriente Médio. Nesse processo, a junção das estrelas da modalidade pode ser fundamental. ''Ajuda. A importância da marca, a confiança que tem nisso é muito forte e a gente explora bastante. Mas é importante desde que tenha alicerce para trabalhar'', apontou.
Com a implantação do Método GB na África, Rik quer fortalecer a natação local e tem como meta formar um nadador olímpico negro. Até por isso, recusou um convite milionário do governo do Catar em 2005 para competir pelo país em Pequim-2008. ''A proposta foi de 4,5 milhões de dólares. Foi uma decisão difícil, mas tomei a melhor decisão. Sou sul-africano. A África do Sul tem muito potencial, mas também muitos problemas. Se tivesse aceitado, talvez não estaria aqui'', disse Rik, lembrando que tem como meta também diminuir o número de mortes por afogamento em seu país.
* O jornalista viajou a São Paulo a convite da Academia Gustavo Borges

mockup