Durante os mais de três meses do Campeonato Paranaense, dezenas de jogadores mostraram seu futebol em diferentes regiões do Estado. A equipe da FOLHA elegeu uma seleção com os craques que mais se destacaram no torneio.
Vanderlei (Coritiba) - Desbancou o ótimo Edson Bastos na briga pela camisa 1 do Coritiba, e sem contestação. Com elasticidade e boa técnica, encerrou o Estadual como o goleiro menos vazado.
Lisa (Cianorte) - O nome é estranho, mas pela lateral foi difícil segurá-lo. Hábil e rápido, foi um dos destaques do Cianorte.
Cleiton (Coritiba) - Gigante em jogadas aéreas. Por baixo, rápido e preciso nos desarmes, sem apelar para as faltas. Em uma faixa de campo que não permite brincadeiras, Cleiton dá bico sem vergonha, mas não desafina se precisar sair com categoria. Eleito com unanimidade, foi o melhor da posição e uma das estrelas do campeonato.
Valdir (Cianorte) - O jogador é alto e forte, daqueles que assustam os atacantes mais baixinhos. Mas não foi o porte físico que o colocou entre os melhores, mas a forma limpa e eficiente de marcar. Valdir passou a primeira fase inteira sem levar cartão amarelo, algo raro para a posição.
Fabinho (Paraná) - O Paraná decepcionou e, além do volante Agenor, poucos se salvaram nesse Paranaense. Com coragem, habilidade e arremates fortes de fora da área, Fabinho fez o que pôde. Em uma eleição apertada pela camisa 6, levou a melhor.
Valencia (Atlético) - Fez apenas 12 jogos e se machucou. Ficou de fora da parte mais difícil da caminhada vitoriosa do Atlético, mas não foi esquecido. Pudera. Quando jogou, teve a responsabilidade de, sozinho, fazer a marcação no meio, por conta dos testes e do esquema de Geninho. E, incansável, foi onipresente dentro de campo. Imprescindível.
Jucelei (J.Malucelli) - A revelação do campeonato. Brilhou no octogonal ao marcar um golaço diante do Atlético, em uma arrancada que mostrou algumas de suas virtudes: explosão, velocidade, bom drible e oportunismo. Versátil, atuou como zagueiro, ala, volante e "falso" atacante. Com tantas qualidades, foi negociado com o Corinthians e pode em breve chegar ainda mais longe.
Márcio (Nacional) - Com extrema habilidade e passes precisos, o camisa 10 incomodou as zagas adversárias. Em um ataque de baixa produção, ele ainda foi além, marcando sete gols. No passado, teve uma passagem relâmpago no Atlético e, pelo que mostrou, deverá vestir outras camisas em times grandes.
Marcelinho Paraíba (Coritiba) - Com passagens vitoriosas por Grêmio, São Paulo e pelo futebol alemão, Marcelinho chegou durante o Paranaense como ídolo, o maior presente para o centenário. E não decepcionou. Com domínio de bola incomum, assistências e gols, o canhoto comprovou a fama no Alto da Glória. Virou o craque do Estadual.
Bruno Batata (J. Malucelli) - Gols de cabeça, em chutes de dentro e fora da área, em cobranças de pênalti, de oportunismo e até de bicicleta. Bruno Batata fez tudo isso e na brilhante campanha do J. Malucelli a estrela dele também brilhou. Além do vice-campeonato para o time, de quebra conseguiu descolar a vice-artilharia, com 11 gols.
Rafael Moura (Atlético) - Rafael já havia se destacado no Corinthians, apesar da saída conturbada do Timão, e conquistado títulos no Fluminense. Mas nesse Estadual, virou artilheiro e polêmico, mostrou que não é apenas a língua que é afiada, mas também o faro de gol. Foi, com unanimidade, eleito o matador da seleção.
Técnico: Leandro Niehues (J. Malucelli) - Trabalhador incansável, o treinador lapidou bem o potencial de cada jogador. Com inteligência e muitos gritos, levou a jovem equipe do J. Malucelli ao inédito vice-campeonato.

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