Os nigerianos West e Kanu e o chileno Zamorano já partiram. Agora, o meia Djorkaeff espera que seja a vez de Pagliuca, Bergomi e Moriero, também companheiros na Internazionale de Milão. Descontraído e com boné virado para trás, um dos principais jogadores da Seleção Francesa sabe que, do outro lado, estará um grande amigo - e também um grande goleiro. ‘‘Ele é um atleta de alto nível e gosto muito dele, mas estamos nas quartas-de-final da Copa do Mundo e um de nós terá de ir embora’’, comentou, lembrando que, nos dois últimos confrontos com a Itália, fez um gol em cada jogo. Quem era o goleiro? Pagliuca. ‘‘Se aparecer outra chance amanhã (hoje), vou marcar mais uma vez’’, garantiu.
O meia francês, porém, disse que não provocaria Pagliuca como fez com Chilavert, na suada vitória (1 a 0) de domingo sobre o Paraguai, pelas oitavas-de-final. ‘‘Aquilo foi particular, pois quis criar um ambiente de provocação.’’ Djorkaeff também elogiou o caráter dos outros dois italianos de seu clube e da seleção. ‘‘Bergomi é um sinônimo de trabalho e transmite experiência para o grupo e estou muito contente pela situação de Moriero, que conseguiu um espaço na equipe de Cesare Maldini.’’
Para ele, o primeiro gol do jogo será determinante. ‘‘Também temos a responsabilidade de jogar em casa e precisamos tomar a iniciativa.’’ O estilo de jogo do adversário, segundo Djorkaeff, é mais interessante para a França do que a retranca exercida pelos paraguaios. ‘‘Tenho certeza de que a Itália não vai ficar preocupada em levar a decisão para os pênaltis e de que também não jogará muito perto de Pagliuca, apenas se defendendo.’’
Com o retorno de Zidane, admitiu ficar mais à vontade na equipe. ‘‘Tenho mais facilidade em jogar ao lado dele, pois nos entendemos muito bem.’’ Djorkaeff comentou que o craque do time de Aimé Jacquet deve ser o principal beneficiado pelo esquema da Itália. ‘‘Zidane é a pessoa ideal para ocupar os espaços que serão deixados e deve ter um pouco mais de liberdade.’’

mockup