Djorkaeff faz duelo com companheiros da Inter de Milão
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quinta-feira, 02 de julho de 1998
France PresseO retornoZidane: liberdade em campoAgência Estado 
Os nigerianos West e Kanu e o chileno Zamorano já partiram. Agora, o meia Djorkaeff espera que seja a vez de Pagliuca, Bergomi e Moriero, também companheiros na Internazionale de Milão. Descontraído e com boné virado para trás, um dos principais jogadores da Seleção Francesa sabe que, do outro lado, estará um grande amigo - e também um grande goleiro. Ele é um atleta de alto nível e gosto muito dele, mas estamos nas quartas-de-final da Copa do Mundo e um de nós terá de ir embora, comentou, lembrando que, nos dois últimos confrontos com a Itália, fez um gol em cada jogo. Quem era o goleiro? Pagliuca. Se aparecer outra chance amanhã (hoje), vou marcar mais uma vez, garantiu.
O meia francês, porém, disse que não provocaria Pagliuca como fez com Chilavert, na suada vitória (1 a 0) de domingo sobre o Paraguai, pelas oitavas-de-final. Aquilo foi particular, pois quis criar um ambiente de provocação. Djorkaeff também elogiou o caráter dos outros dois italianos de seu clube e da seleção. Bergomi é um sinônimo de trabalho e transmite experiência para o grupo e estou muito contente pela situação de Moriero, que conseguiu um espaço na equipe de Cesare Maldini.
Para ele, o primeiro gol do jogo será determinante. Também temos a responsabilidade de jogar em casa e precisamos tomar a iniciativa. O estilo de jogo do adversário, segundo Djorkaeff, é mais interessante para a França do que a retranca exercida pelos paraguaios. Tenho certeza de que a Itália não vai ficar preocupada em levar a decisão para os pênaltis e de que também não jogará muito perto de Pagliuca, apenas se defendendo.
Com o retorno de Zidane, admitiu ficar mais à vontade na equipe. Tenho mais facilidade em jogar ao lado dele, pois nos entendemos muito bem. Djorkaeff comentou que o craque do time de Aimé Jacquet deve ser o principal beneficiado pelo esquema da Itália. Zidane é a pessoa ideal para ocupar os espaços que serão deixados e deve ter um pouco mais de liberdade.


