De passagem pelo Brasil para as festas de fim de ano, o meia Djalminha espera que Zagallo volte a se lembrar dele para a Copa da França. Melhor jogador em atividade no Brasil em 96, Djalminha caiu no esquecimento 12 meses depois, jogando pelo La Coru¤a. Não foi chamado por Zagallo para a Copa Rei e sequer integra a lista de 30 jogadores pré-convocados da Seleção.
Djalminha pede uma nova chance. ‘‘Não entendo os critérios’’, queixou-se. ‘‘Na Olimpíada, o time fracassou e teve gente que voltou a ser chamada’’, disse, numa referência a Rivaldo. Djalminha jogou pela última vez na Seleção na Copa América. Marcou dois gols em dois jogos, mas foi substituído e nunca mais voltou ao time.
O meia lembrou que deixou o Palmeiras como uma unanimidade. ‘‘Diziam que eu era o melhor do Brasil’’, recordou. No La Coru¤a, porém, Djalminha não brilhou como Rivaldo no Barcelona. Uma contusão na panturrilha o afastou de cinco jogos. O time vai mal no Campeonato Espanhol: é o 17º colocado.
O meia só sente falta da praia e da turma do futevôlei. Terça-feira, foi jogar com Edmundo na Barra, em frente ao Trailer Viajandão - point também de Romário e Ronaldinho. Os quatro formavam um grupo unido na Copa América, que apostava dinheiro na concentração e gostava de sair à noite nas folgas. Comportamento que irritou Zagallo. O técnico não pôde barrar a dupla Ro-Ro, mas por enquanto mantém o castigo aos outros dois.

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