Djalma Santos, o rei da lateral
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de fevereiro de 2002
Agência Lancepress 
A passagem de Djalma Santos pela Copa do Mundo de 1958 teria sido meteórica se não fosse marcante. Titular na Suíça, quatro anos antes, passou boa parte da competição da Suécia na reserva de De Sordi. Jogou uma vez, a final. Foi campeão e escolhido para a seleção do torneio.
O De Sordi se machucou e eu fiquei sabendo que ia jogar na véspera, lembra o ex-jogador, que há 20 anos vive em Uberaba (MG), onde cuida de escolinhas de futebol.
O futebol de 24 anos de carreira, quatro Copas da Mundo (1954, 1958, 1962 e 1966) e dois títulos mundiais renderam a Djalma Santos o reconhecimento como o maior lateral-direito de todos os tempos.
Nas viagens que fazíamos, eu guardava tudo como lembrança. Em casa, eu tenho álbuns com tudo. Os meus passaportes, etiquetas dos hotéis, fotos, revistas... , conta.
A escassez de bons jogadores na lateral-direita no Brasil tem uma explicação para o ex-jogador: os esquemas táticos são os culpados. Jogar na lateral não é difícil. É a maneira de jogar que está atrapalhando. Ele não tem quem marcar, aí fica jogando de ala. Isso está fazendo os laterais acabarem. A gente atacava e já tinha que voltar. Hoje não tem ninguém.
Mesmo com problemas, Djalma Santos acredita que a Seleção pode conseguir êxito na Copa de 2002 se Luiz Felipe Scolari conseguir impor seu espírito de luta ao grupo.
Hoje, qualquer garoto que dá um chutão é considerado craque. Isso tem que mudar.
Em 1966, Djalma Santos aponta a falta de organização como a responsável pelo mau desempenho da Seleção na Copa da Inglaterra.
Tiraram a força do Carlos Nascimento, do Paulo Machado. Era o João Havelange, que estava em campanha para a Fifa, quem mandava. Toda hora nós éramos levados para festas, relembra.


