Djalma Santos guarda trauma da Libertadores
O ex-lateral-direito Djalma Santos (foto), do Palmeiras, um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, guarda uma mágoa, que estava quase apagada da memória, mas reacendeu com a expectativa do jogo contra o River Plate, hoje à noite em Buenos Aires: a perda, com o Alviverde, das decisões da Libertadores em 1961 e 68. Até hoje, quando lembro, não me conformo com os títulos perdidos, disse ontem Djalma Santos, 70 anos, bicampeão mundial nas Copas de 58 e 62, 99 jogos oficiais disputados com a camisa da Seleção Brasileira, e 121 não-oficiais. Mas o time de Scolari vai ganhar para fazer justiça ao Palmeiras.
A primeira decepção ocorreu em 61 na decisão contra o Penãrol. No primeiro jogo, disputado em Montevidéu, o Palmeiras perdeu por 1 a 0. O gol do time uruguaio foi marcado, por causa de um erro de Djalma Santos. Tentei puxar a bola com um toque de um pé para o outro, para depois fazer o lançamento, mas deu zebra, lembra Djalma Santos, que reconhece a falha. A bola foi para o adversário que marcou o gol. No jogo de volta, no Pacaembu, o Pe¤arol foi campeão com o empate por 1 a 1.
Em 68, o Palmeiras decidiu o título contra o Estudiantes. No primeiro jogo da final, o Palmeiras fez 1 a 0, mas o time argentino virou o resultado no segundo tempo (2 a 1). Na segunda partida, o Palmeiras venceu por 3 a 1. Como não havia saldo de gols, o título foi disputado num jogo extra, em Montevidéu. O Estudiantes venceu por 2 a 0. Mas quando o jogo estava ainda 0 a 0, o juiz anulou um gol legítimo nosso marcado por China, afirmou Djalma.





