Barcelona - Para o Tribunal de Apelação da FIA desclassificar uma equipe do resultado de um GP e ainda excluí-la das duas etapas sequintes é preciso um fato bem grave. E foi mesmo o que aconteceu. Se com intenção ou não, o mesmo tribunal não soube dizer.
Mas, afinal, o que foi que a BAR fez? É simples compreender. Geoff Willis, o diretor-técnico da equipe, criou uma divisão no tanque de combustível, de volume estimado de 12 litros, segundo uma alta fonte. A equipe diz que são seis e a FIA, 15 litros. Os números são contraditórios. No tanque maior, cabem cerca de 100 litros. Quando acabou o GP de San Marino, os comissários foram examinar a BAR de Jenson Button, terceiro colocado.
Ao solicitar que toda a gasolina fosse drenada para verificar o peso do carro, 600 quilos no mínimo, incluindo o piloto, os comissários descobriram, depois de análise detalhada, que ainda restavam na divisória menor do tanque cerca de 12 litros.
Como a densidade do combustível de Fórmula 1 é de 0,8, então em massa havia 9,6 quilos, aproximadamente, nesse tanque menor, que a equipe parecia esconder dos comissários. Esses 9,6 quilos, em média, seriam mantidos na divisória do tanque apenas para na hora da pesagem se atingir o mínimo exigido, não seriam consumidos. Funcionavam como lastro. (A.E.)

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