O Campeonato Mundial de Beisebol de 1993 veio a Londrina depois que o então presidente da Federação Paranaense de Beisebol e Softbol, Oscar Nampo, enviou a candidatura para a Federação Internacional de Beisebol. No entanto, as dívidas desse campeonato só foram totalmente saldadas em 2018.

Segundo o técnico Mário Sugeta, de tradicional família de beisebolistas londrinenses, apesar dos efeitos positivos para o beisebol brasileiro gerados pela realização desses eventos, a despesa sempre é alta e o apoio do setor público fica aquém do necessário. "O governo não banca nada e fica tudo nas costas do clube. Isso dificulta demais para promover um evento grande. A dívida desses campeonatos mundiais (Londrina também recebeu o torneio em 1995) só conseguimos acertar nos últimos anos", destaca.

O técnico relata que esse débito gerou receio de promover outros campeonatos de grande porte no futuro. "Nas comemorações dos 110 anos da imigração japonesa, o time japonês de Waseda vem ao Brasil, mas desta vez não virá a Londrina por conta dessas despesas", explica. Ele cobra mais ajuda do governo federal. "Para eles é uma mixaria, mas para o clube é uma despesa muito grande. Ainda mais nessa época em que ninguém quer colaborar. Está difícil", reclama.

Sobre a façanha daquele time de 1993, Sugeta descreve que era o período em que o Brasil estava começando a participar de campeonatos pan-americanos e mundiais. "Naquela época, os jogadores não tinham experiência internacional, mas como eram bons e de alto nível, superavam a dificuldade que tinham com essa falta de experiência. Eles treinavam sábado e domingo o dia inteiro. Hoje, o Brasil tem muito mais bagagem internacional. Se promovessem aquele Mundial em Londrina hoje, o Brasil provavelmente seria muito mais forte", acredita. (V.O.)

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