Quando o Londrina Basquete Clube (LBC) fechou as portas, em junho do ano passado, ficaram atrasadas três folhas salarias de aproximadamente R$ 50 mil cada. O clube conseguiu receber apenas uma das três parcelas de R$ 48 mil que estavam retidas na FEL e ficou devendo dois salários durante todo o segundo semestre.
No final do ano, o presidente do LBC convocou uma reunião com os 11 sócios-fundadores (entre eles Luís Carlos Miguita, Walter Takeda, J.B. Faria e Galvão Bueno) e pediu a cada um uma ajuda em dinheiro para que fosse pagos os atrasados aos atletas. ''Oito deles já deram a sua contribuição e só faltam três. Vários deles me repassaram cheques e estou pagando os jogadores aos poucos. No momento falta pagar um salário para a maioria'', informou Montagna.
O presidente do LBC aproveitou para agradecer aos jogadores e à comissão técnica pela ''compreensão e paciência''. ''Estamos com quase oito meses de atraso, mas o pior já passou e tenho certeza de que vamos quitar todas as dívidas'', assegurou.
Atletas que não tinham salários altos, como o ala Ricardo Azevedo, que permanece na cidade e defende a equipe da Inesul, receberam o último pagamento às vésperas do Natal. ''O presidente honrou a sua palavra e cumpriu o que me prometeu'', confirmou Azevedo.
O mesmo aconteceu com o técnico Enio Vecchi, que teve o último salário pago há duas semanas. Atletas contratados por valores maiores, como os alas Charles e Bruno Fiorotto e o pivô Eduardo ainda têm a receber. ''Dois garotos que estão este ano comigo no Pinheiros (Gustavo e David) me disseram que estão recebendo aos poucos. Com todas as dificuldades que está enfrentando, o Walter (Montagna) é um exemplo. Felizmente ainda existem pessoas como ele que tomam a frente dos esportes no Brasil'', elogiou Vecchi. (J.K.)

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