Dívidas junto à Federação Paranaense de Futebol (FPF) e ainda com o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) podem deixar dez clubes de fora do próximo campeonato estadual. Segundo o presidente da FPF, Onaireves Moura, ‘‘os clubes têm até o próximo dia 13 para regularizar suas situações financeiras’’.
‘‘Caso contrário eles estão ficarão fora. Há outras equipes interessadas e que podem ser convidadas’’, alertou Onaireves Moura. O Nacional, de Rolândia, o Iraty, de Irati, e o Comercial, de Cornélio Procópio, já pediram inscrição para ocupar as vagas de possíveis desistentes. ‘‘A FPF é que fará o convite a essas equipes’’, esclarece o presidente da entidade.
Dos dez clubes, a situação mais delicada é a do Grêmio de Maringá. O clube não procurou a entidade para ter informações sobre o próximo campeonato. Além disso, deve R$ 6.577,77 à FPF, referente a taxas, e 2.384 Ufirs (R$ 2.109,12) ao TJD, de custas processuais.
Grêmio Maringá Presidido pelo ex-deputado estadual Nilton Cesar Servo, o Grêmio de Maringá, tentou ‘melar’ o campeonato estadual deste ano, alegando irregularidades na própria FPF, e ainda o registro irregular de jogadores de outros clubes. Servo chegou a pedir que a Confederação Brasileira de Futebol interviesse na Federação.
Onaireves Moura disse que o Grêmio não manifestou interesse em participar do campeonato de 97. O mesmo acontece com o Jandaia, que até ontem não havia entrado em contato com a Federação para saber o regulamento do próximo campeonato. O Jandaia deve 1.698 Ufirs (R$ 1.502,22) ao TJD.
A equipe do Grêmio de Maringá deve mesmo ficar de fora do Campeonato Paranaense do Grupo B na próxima temporada. Sem dinheiro para saldar as dívidas, que somam mais de R$ 8 mil apenas com a Federação Paranaense de Futebol, o clube busca agora reestruturar a parte social. O presidente do Grêmio, Nilton Servo, não foi encontrado ontem em Maringá.
O presidente do Conselho Deliberativo do Galo, Roberto Ramos do Prado, já anunciou que é candidato à presidência do clube. As eleições estão marcadas para o início de fevereiro do próximo ano. Ele pretende desativar o setor de futebol, concentrando as atenções na parte social. O Grêmio, segundo Prado, deve cuidar agora do Vale Azul, chegar aos 10 mil associados e, mais estruturado, voltar ao futebol.
Por outro lado, o Maringá Futebol Clube começa esta semana a montar uma nova diretoria para garantir a participação da equipe no Campeonato Paranaense. Classificado para o Grupo A, o único obstáculo do Maringá hoje é uma dívida de R$ 39 mil, considerada ‘‘pagável’’ pela diretoria

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