Imagem ilustrativa da imagem Diversidade de movimentos e cores
| Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP
O americano Aaron Wheelz fechou a contagem regressiva com uma manobra espetacular na cadeira de rodas na megarampa de 17 metros



Rio de Janeiro – A Paralimpíada Rio-2016, a primeira da América do Sul, começou ontem com a cerimônia de abertura, embalada por muito samba e protestos. O presidente Michel Temer foi vaiado quando declarava aberto oficialmente os Jogos.
O fogo paralímpico brilhará no Maracanã até o próximo dia 18 no Rio de Janeiro, onde 4.342 atletas deficientes de 160 delegações, incluindo uma equipe de refugiados, passarão mensagem de determinação, força e superação. A cerimônia começou no fim da tarde com uma roda de samba, que mais uma vez mostrou a riqueza musical e a vitalidade do Brasil.
Quando a tradicional contagem regressiva para o início da festa chegou ao número zero, o cadeirante americano Aaron Wheelz desceu da arquibancada do Maracanã em alta velocidade por uma megarampa de 17 metros.
Ele atravessou o número zero, deu uma cambalhota e aterrissou sobre um colchão inflável. Wheelz nasceu com espinha bífida, uma má formação congênita.
De repente, o Maracanã se transformou em praia, na qual passeavam os típicos vendedores ambulantes, as famosas barracas e o tradicional aplauso ao pôr do sol.
Um momento emocionante aconteceu quando foi tocado o hino do Brasil, interpretado pelo maestro João Carlos Martins, que precisou abandonar o piano em um momento na carreira devido à atrofia nas mãos, mas logo retomou o instrumento, mostrando que ainda tem talento de sobra. Em seguida, as delegações desfilaram com quebra-cabeças que iam se juntando no meio do palco.

PIRA
O multimedalhista paraolímpico Clodoaldo Silva, 37, da natação, acendeu a pira Paraolímpica no final da cerimônia. A homenagem seria para marcar a última participação do atleta no evento. Clodoaldo é um dos maiores ganhadores de medalhas de ouro da história paraolímpica brasileira, seis ao todo, todas conquistadas nos jogos de Pequim, em 2008.
Natural de Natal (RN), o nadador tem paralisa cerebral contraída na hora do parto, o que o fez perder movimentos de pernas e um pouco da coordenação motora.
Veterano no time brasileiro, Clodoaldo tem poucas chances de medalhar no Rio, onde deverá participar em seis provas.

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