O Vôlei Positivo Londrina disputará a segunda partida da semifinal da Superliga B feminina sem técnico. A saída de Rogério Portella, no comando da equipe desde o início da competição, em janeiro deste ano, foi oficializada em um comunicado sucinto postado no perfil oficial do time no Facebook. Em tom de agradecimento, a mensagem também ressalta que o time será coordenado interinamente no duelo decisivo contra o ADC Bradesco, de São Paulo, neste sábado (31), às 19h, no Moringão. No primeiro jogo, as londrinenses venceram por 3 sets a 1, com parciais de 21/25, 18/25, 27/25 e 22/25.

Procurada pela FOLHA, a coordenadora do Positivo Londrina, a ex-jogadora Elisângela Almeida, confirmou que Portella saiu após divergências com a direção. "Não houve um encaixe na conduta futura. Nós entramos em um acordo amigável. Seria uma injustiça questioná-lo pelos resultados, até porque só perdemos dois sets até o momento. Ele não quis me ouvir em uma conversa recente que tivemos, e achamos melhor tomar essa decisão", disse. Ela negou que o agora ex-técnico tivesse algum problema interno com as jogadoras.

Rogério Portella em uma das partidas do Vôlei Positivo Londrina
Rogério Portella em uma das partidas do Vôlei Positivo Londrina | Foto: Thiago Paes/FGV


O grupo será dirigido interinamente por integrantes da comissão técnica até o final da Superliga B. O Positivo necessita de uma vitória no próximo sábado para sacramentar a classificação à elite do vôlei brasileiro. A outra vaga é disputada entre dois paranaenses. No primeiro embate, o Curitiba Carob House/CMP superou o São José dos Pinhais fora de casa por 3 a 0 (25/22, 25/16 e 25/17). A segunda partida acontece nesta quinta-feira (29), na capital paranaense, a partir de 19h30. A final será disputada em jogo único no dia 7 de abril.

Rogério Portella alegou que ele mesmo decidiu sair após o conflito com Elisângela. "Fica esse sentimento de não ter concluído o trabalho, que, mesmo com esse impasse, tem de ser comemorado. A recepção da cidade foi além do que esperávamos. Agora é pensar em outros projetos, mas ainda não recebi nenhuma proposta. Desses meses todos, dá posso dizer que me esforcei o máximo ", observou. O técnico está há 15 anos no voleibol feminino.

Vislumbrando um possível acesso, Elisângela adiantou que a equipe já iniciou o planejamento para a Superliga Feminina, que começa em novembro. "É claro que temos que dar um passo importantes antes de celebrar a classificação, mas nem por isso temos que descartar o estudo para a próxima temporada. Este torneio (Superliga) demanda uma entrega física e técnica diferente da que estamos disputando, já que os jogos são bem complicados. Vamos aguardar a semifinal para pensar em reforçar a equipe e renovar com algumas atletas", completou a gestora.

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