Agência Folha
De Santos
Uma divergência com Nicolino Bozzella, um dos três diretores de futebol do Santos, foi a razão pela qual o técnico Carlos Alberto Silva quase foi demitido ontem. Em uma reunião da qual Silva e os dirigentes participaram, na noite de anteontem, o presidente Marcelo Teixeira decidiu manter o treinador no cargo. O processo de ‘‘fritura do técnico começou com a determinação de Silva de proibir a presença de dirigentes no vestiário durante as preleções antes dos jogos.
Na semana passada, o técnico já havia se envolvido em um conflito ao tentar impedir que o time de juvenis treinasse em um dos gramados do CT Rei Pelé, embora houvesse autorização de Paulo Ferreira, outro dos diretores de futebol.
Silva também teria se insurgido contra a presença no ônibus da delegação do filho de Bozzella, durante a viagem para o aeroporto de Guarulhos, antes do embarque para o Rio, onde o time perdeu por 4 a 1 para o Flamengo, no último sábado.
‘‘Discordo frontalmente de a diretoria não poder participar de preleção. A diretoria vai voltar a participar, porque é a diretoria que contrata os jogadores’’, afirmou Bozzella.
O diretor confirmou que o filho ‘‘pegou uma carona no ônibus da delegação, mas negou que Carlos Alberto Silva tivesse reclamado disso. ‘‘O treinador não disse nada. Meu garoto queria ir ao Rio para assistir ao jogo. Não vejo mal em dar uma carona’’, disse Bozzella, que afirmou ter pago a passagem aérea do filho.
Carlos Alberto Silva não quis comentar as declarações do dirigente. ‘‘São coisas tão pequenas que não se deve levar em conta. O que importa é o Santos’’, declarou.
Ontem à tarde, o técnico fez uma reunião com os jogadores em uma das salas do CT Rei Pelé. Segundo o zagueiro Márcio Santos, foi feita uma avaliação da participação do time no Rio-São Paulo (uma vitória, um empate e quatro derrotas).
O volante colombiano Rincón deve participar do primeiro treinamento com os novos companheiros amanhã à tarde, no CT do clube.

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