Distância não afasta atletas de seus sonhos
No dia em que a reportagem da FOLHA foi ao Grêmio acompanhar o treino da seleção de Londrina, dois jogadores se destacavam dos demais. Ambos estão no último ano da categoria juventude e só disputarão de novo a competição porque a Paraná Esporte mudou o regulamento do torneio, que agora é Sub-18, não mais Sub-17.
Rodrigo Brambilla Mussi, 18, é um dos três atletas que enfrentam 60 km de estrada entre Cornélio Procópio e Londrina apenas para vir treinar com o técnico Fumaça. Rodrigo é de Cornélio, mas jogou nos últimos três anos pela seleção de Ponta Grossa (campeã dos Jojups 2008 e vice em 2007), pela seleção paranaense (vice no Brasileiro de 2008) e ainda pelo Colégio Neomaster. Como entrou no curso de Educação Física da UEL, vem todos os dias à noite para estudar e três dias à tarde para os treinos.
Sidnei Francisconi, 17, treina há quatro anos e tem a cortada mais potente do grupo, apesar de sua pouca altura para a modalidade: 1m84. Tenho consciência de que sou baixo e por isso não dá para sonhar em jogar como profissional. Hoje mesmo apareceu um moleque novo aqui, com 2m04 de altura. É desigual. Minha sorte é que tenho uma boa impulsão, relatou Sidnei. Ele aposta em títulos este ano não só nos Jojups, mas também nos campeonatos da Federação e da Liga Paranaense de Vôlei.
Um terceiro destaque era Rafael Araújo, 17, o garoto de 2m04 que chegou naquele dia aos treinos e mostrou que pode ir longe, segundo Fumaça. Araújo tem experiência anterior no biribol (vôlei na piscina), esporte em que representa o Iate Clube em campeonatos nacionais. (J.K.)





