Arquivo FolhaExpectativaMesmo correndo com o carro de 97, Maurício Gugelmin quer repetir o segundo lugar do ano passado Depois de duas provas em circuitos ovais - Homestead, em Miami, e Motegi, no Japão, a Fórmula Indy faz hoje sua primeira corrida em um circuito misto, nas ruas de Long Beach. O brasileiro Gil de Ferran é um dos favoritos à vitória, ele que nos últimos dois anos largou na pole. Em 97, Gil foi prejudicado pelo trabalho lento de pit stop da equipe Walker, caiu para quarto lugar e acabou perdendo o controle da cabeça e do carro, batendo no muro. A vitória ficou com o italiano Alessandro Zanardi, com Maurício Gugelmin em segundo. A corrida começa às 17h30 (horário de Brasília) e será mostrada ao vivo pelo SBT.
Em duas etapas já disputadas, a liderança está dividida entre o canadense Greg Moore e o mexicano Adrian Fernandez, este vindo de uma surpreendente vitória no Japão. Ambos somam 29 pontos, seguidos do norte-americano Michael Andretti, com 21, e Gil de Ferran, que tem 20.
Gil de Ferran é o recordista da pista com o tempo de 51s293, à média de 179,102 km/h. Ele explica uma das razões de sempre ter largado bem e liderado em Long Beach. ‘‘Acredito que seja por causa que sei brecar bem...e, nesta pista, tem duas áreas importantes de frenagem, portanto esta deve ser uma das razões. O motivo provavelmente é o meu estilo de dirigir que combina mais com este tipo de circuito’’, observa o brasileiro.
Entre os pilotos favoritos para esta prova estão, além de Zanardi e Gil, os norte-americanos Michael Andretti e Al Unser Jr., e os brasileiros André Ribeiro e Christian Fittipaldi. André e Al Jr., da Penske, estarão com novo carro, o ‘Penske-Tubarão’, que tem um nariz bem alto para circuitos mistos, diferente do bico usado nos ovais de Miami e do Japão. Os dois pilotos testaram o carro com sucesso no início da semana. Na opinião dos concorrentes, porém, nem o Penske nem o Swift de Michael e Christian resistirão as 105 voltas da prova. Maurício Gugelmin acha que será o primeiro testes de resistência do câmbio destes monopostos. O piloto troca de narchas 19 vezes por volta.
Por outro lado, Maurício Gugelmin utilizará pela última vez hoje o carro da temporada passada, com o qual terminou esta prova em segundo lugar em 97, mas que este ano se mostrou menos potente que os novos motores neste início de campeonato. ‘‘A palavra chave quando resolvemos correr com este modelo foi a confiabilidade. Num circuito de rua, travado, o equipamento será testado ao extremo’’.
Quem vem animado para esta prova é Tony Kanaan, sexto colocado no Japão. ‘‘Será a primeira corrida em um circuito misto este ano e para mim é como se fosse uma outra estréia na Indy’’, disse o piloto da Tasman que, juntamente com Hélio Castro Neves, que foi o 11º em Motegi, são estreantes nesta temporada.

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