Disputa por equipes no judô fica fora dos Jogos do Rio
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sábado, 08 de fevereiro de 2014
Agência Estado 
Rio - A meta do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) de terminar os Jogos do Rio em 2016 entre os 10 primeiros colocados no quadro de medalhas (levando em conta o total, não o número de ouros) ficou um pouco mais difícil de ser alcançada. Isso porque a Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês) confirmou que o programa olímpico da modalidade em 2016 será o mesmo das últimas edições.
Isso significa que não foi aceita a ideia de incluir nos Jogos de 2016 a disputa por equipes, que já existe no Mundial de Judô. Na última edição do campeonato, no ano passado, no Rio, o Brasil ganhou prata no feminino e passou em branco no masculino. Mas, nos últimos seis Mundiais, a seleção brasileira ganhou cinco medalhas entre os homens.
A ideia era que a disputa por equipes entrasse no programa olímpico de 2016 com o argumento de que não haveria grande aumento no número de credenciais oferecidas pelo judô. Isso era importante porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) tem uma grande preocupação em não inflar o total de atletas na Olimpíada. Mas acabou prevalecendo a continuidade. No Rio, serão 386 judocas, mesmo número de vagas oferecidas em Londres/2012. O Brasil vai com equipe completa e caberá à Confederação Brasileira de Judô (CBJ) indicar os 14 escolhidos - sete homens e sete mulheres para as sete categorias.
Além disso, foi vetada a ideia de aumentar o limite de atletas por país nos Jogos. No Mundial do Rio, cada delegação pôde levar 18 atletas, sendo nove por gênero. Em quatro categorias (duas masculinas e duas femininas) foi permitido que cada país tivesse dois judocas, e não apenas um. A proposta, porém, não vingou para o Rio/2016, sendo mantido o limite de um atleta por país por categorias.
Considerando a grande chance que o Brasil tinha de conquistar medalhas por equipes tanto no masculino quanto no feminino, já são três as medalhas que o País perde a chance de ganhar na próxima Olimpíada. Isso porque, a Federação Internacional de Vela (ISAF) confirmou na quinta-feira que o pedido da presidente Dilma Rousseff foi rejeitado e a classe Star não vai voltar ao programa olímpico - o Brasil já ganhou seis medalhas olímpicas neste tipo de barco.


