Diferenças de segundos separam os primeiros colocados do Rali Paris-Dakar. A apenas quatro etapas do fim da competição, é difícil fazer previsões, sobretudo porque um problema mecânico, algo comum nos tortuosos caminhos até Dakar, poderia trocar as lideranças. Na 16ª etapa ontem, com chegada a Bamako, no Mali, a vitória foi do português Carlos Sousa (carros) e do sul-africano Alfie Cox (motos).
Na lista geral, ainda nada mudou: o japonês Hiroshi Masuoka é o líder nos carros e o italiano Fabrizio Meoni, nas motos. Masuoka, porém, com um problema em sua Mitsubishi, ficou ontem em 29º lugar. Com isso, o francês Jean-Louis Schlesser, segundo na geral e quarto na etapa, aproxima-se do japonês – distante somente 6s28.
Nas motos, o italiano Fabrizio Meoni continua no controle da lista geral, seguido pelo espanhol Jordi Arcarons. Ontem, Arcarons ficou em quinto lugar e Meoni foi o sétimo. A vantagem de Meoni na geral é de 21s15.
Brasileiros – Juca Bala terminou ontem em 58º, ocupando a 24ª posição na geral e primeira nas motos até 400cc. Nos carros, Reinaldo Varela e Alberto Fadigatti chegaram em 39º, estão em segundo na T3.2 e, em 25º na geral. Cacá Clauset e Jorge Nieckle ficaram em 53º na etapa, em quinto na categoria e, em 46º na geral. O percurso de hoje terá 370 quilômetros de especial, chegando em Makel, no Senegal.
Estratégia – Juca Balai já definiu a estratégia para manter a posição até o fim da prova. Segundo ele, o segredo para garantir o título é não correr riscos desnecessários. ‘‘Preciso agora saber administrar a liderança e poupar a moto para chegar a Dakar na primeira posição. Numa certa altura da prova é preciso cuidar da posição. Tem muita gente desistindo’’, afirmou Juca, que tem quase nove horas de vantagem sobre seu principal concorrente, o francês Stéphane Sacchettini.
Juca não quer repetir o erro que cometeu em 1999, quando atropelou uma vaca e teve de abandonar o prova.

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