Disputa interna marcou o pioneiro
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terça-feira, 09 de março de 1999
Por Biaggio Talento 
Salvador, 10 (AE) - O fracasso na Segunda Divisão do Brasileiro de 1998 provocou uma reforma na direção do Bahia Sociedade Anônima (Basa), criado pelo Banco Opportunity. Desde que foi transformado em empresa, no início do ano passado, diretores do antigo Esporte Clube Bahia tentavam controlar o Basa. Como o Opportunity investiu R$ 11 milhões para pagar as dívidas do clube e transformá-lo num empreendimento lucrativo, o banco passou a controlar sua administração. O professor Alceu Lisboa, empresário do setor de educação em Salvador, foi escolhido pelo Opportunity para superintendente do Basa, com amplos poderes de decisão, mais até do que o presidente do Bahia
Marcelo Guimarães.
Enquanto a equipe esteve ganhando, Lisboa manteve um relacionamento relativamente bom com os antigos cardeais do Bahia. Mas as derrotas que quase levaram o time para a Terceira Divisão nacional fizeram com que os antigos diretores começassem a pressionar Lisboa, que se demitiu tão logo a equipe encerrou sua participação na competição. O Opportunity indicou outro administrador, Carlos Sá, que ficou pouco tempo no cargo.
Guimarães conseguiu convencer um dos donos do Opportunity, Daniel Dantas, a entregar o Basa aos antigos diretores, que, supostamente, entendem mais de futebol do que os empresários indicados pelo banco. Desde o fim do ano passado, o Basa, administrado pelos antigos cardeais, tem sido conduzido como uma empresa.
Depois de um 1998 marcado por altos e baixos, o primeiro clube-empresa do Brasil inicia o ano equilibrado, ajustado à realidade econômica do País. "Não faremos mais maluquices", avisa Antônio Carlos Lage, novo superintendente do Basa.


